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William Arnold Reeves 

William Arnold Reeves 

William Arnold Reeves 

Quando me debrucei sobre a história da maçonaria, deparei-me com uma figura que, à primeira vista, parecia um mero editor de livros. No entanto, William Arnold Reeves revelou-se muito mais do que isso. Ele foi o guardião de um legado, aquele que, por décadas, publicou e divulgou os rituais, os textos e as tradições que definem a Franco-Maçonaria moderna.

A sua vida é a história de uma família de editores que, por gerações, manteve a chama da Ordem acesa através da palavra impressa. Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória, as curiosidades e o legado de William Arnold Reeves.

Nome Completo e Biografia

William Arnold Reeves (n. 1916) foi um editor inglês, conhecido por ser o proprietário da editora William Reeves, uma das mais antigas e respeitadas casas editoriais especializadas em música e, crucialmente, em literatura maçônica.

Origens e Contexto Familiar:
A editora William Reeves foi fundada no início do século XIX por um antepassado homónimo, possivelmente na década de 1820, em Londres. A família Reeves, através das gerações, construiu uma reputação sólida no comércio de livros, partituras e publicações periódicas. O negócio, que começou como uma simples livraria, transformou-se num pólo de referência para músicos e maçons.

Carreira e Atuação Maçónica:
William Arnold Reeves assumiu a direção da editora após a gestão do seu pai, Frank Reeves. A empresa, que já tinha publicados mais de 300 títulos sobre música, também se destacou pela produção de uma vasta colecção de livros sobre a Franco-Maçonaria. Entre os títulos mais conhecidos, encontram-se A Ritual and Illustrations of Freemasonry e o Manual of Freemasonry de Richard Carlile, ambos publicados sob o seu selo.

Para além do trabalho editorial, as evidências sugerem que William Arnold Reeves era um maçom ativo. A edição de 1900 do Freemason’s Chronicle refere um “Bro. W. Reeves” que era um frequentador assíduo das lojas e que conduzia cerimónias com precisão. A sua participação ativa na vida maçónica não se limitava à publicação; ele vivia os princípios que publicava.

O Legado Editorial

O principal legado de William Arnold Reeves é, sem dúvida, a preservação e divulgação da literatura maçónica. Através da sua editora, ele assegurou que textos fundamentais, como A Ritual and Illustrations of Freemasonry, estivessem disponíveis para as lojas e os maçons de língua inglesa. A sua coleção de livros sobre a Ordem, que inclui obras sobre os graus simbólicos, o Real Arco e os rituais de instalação, continua a ser uma referência para estudiosos e praticantes.

Além disso, a empresa também desempenhou um papel crucial na publicação de obras de música, contribuindo para a cultura musical britânica. Este duplo enfoque — na música e na maçonaria — conferiu à editora uma singularidade no panorama editorial inglês.

Curiosidades

  1. Uma Dinastia de Editores: A editora William Reeves foi fundada no início do século XIX e passou por cinco gerações da família, cada uma com o nome William. William Arnold Reeves foi o quarto (ou quinto) da linhagem a gerir o negócio.

  2. O Primeiro Editor do Manifesto Comunista: A editora William Reeves foi a primeira a publicar uma edição legítima do Manifesto Comunista em inglês, um facto surpreendente para uma empresa que também publicava literatura maçónica e música clássica. Este feito demonstra o ecletismo e a ousadia da família.

  3. Uma Loja Mítica em Charing Cross Road: Em 1900, a editora abriu uma loja na famosa Charing Cross Road, em Londres, que rapidamente se tornou um ponto de encontro para músicos e maçons da capital. O espaço tornou-se uma “Meca” para os amantes da música e da literatura maçónica.

  4. Publicações Contemporâneas: William Arnold Reeves esteve ativo pelo menos até à década de 1960, tendo supervisionado a reimpressão de várias obras maçónicas e musicais. A empresa continua a operar até hoje, agora em Norbury, nos arredores de Londres, sob a direção da sua família.

  5. Um Catálogo de Ficção: Para promover as vendas, a editora criou catálogos de empresas fictícias e endereços inventados, uma estratégia de marketing curiosa que ajudou a divulgar as suas publicações.

 Legado

O legado de William Arnold Reeves é imaterial, mas profundamente enraizado na cultura maçónica. Ao publicar e preservar os rituais e textos fundamentais da Ordem, ele garantiu que as gerações futuras de maçons tivessem acesso ao conhecimento e à tradição. A sua editora, a William Reeves, continua a ser uma referência no estudo da Franco-Maçonaria e da música, perpetuando o seu nome e a sua obra.

Além disso, a sua vida pessoal e profissional exemplifica o ideal maçónico de serviço, dedicação e amor pela sabedoria. Através da sua editora, ele serviu a comunidade maçónica e a sociedade em geral, deixando um rasto de conhecimento e de cultura que perdura até aos nossos dias.

Pesquisa e redação Ivair Ximenes Lopes

Fontes

  • Monkhaus.com – “Reeves, William. English firm of publishers and music antiquarians.” (acessado em 2025)

  • The Freemason’s Chronicle, 29 de setembro de 1900 – “Bro. W. Reeves in the chair”

  • Catálogos de leilões da Catawiki – “A Member Of The Craft – The Text Book of Freemasonry – 1950”

  • HathiTrust Digital Library – “A ritual and illustrations of freemasonry : accompanied by numerous engravings and a key to the Phi Beta Kappa”

  • Archive.org – Texto completo de “A Ritual and Illustrations of Freemasonry” (1870)

  • Ancestry.com – Registos de “William Arnold Reeves” (acessados em 2025)

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


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