Ordem de Nossa Senhora das Mercês: O quarto voto e a redenção dos cativos
Quando me preparei para pesquisar a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, julgava estar diante de mais uma ordem de resgate de cativos, semelhante aos Trinitários. E, de facto, era.
Mas o que me surpreendeu foi a radicalidade do seu compromisso.
Ao contrário de outras ordens, que apenas se dedicavam a angariar fundos para o resgate, os Mercedários — como ficaram conhecidos — faziam um quarto voto: estavam dispostos a dar a própria vida, se necessário, em troca da liberdade de um cativo que estivesse em perigo de perder a fé.
Era o voto de morrer por outro. Esta ordem de frades mendicantes, fundada por um comerciante convertido, Pedro Nolasco, em 1218, em Barcelona, com o apoio do rei Jaime I de Aragão e de São Raimundo de Penaforte, foi a única ordem militar que, em vez de matar os inimigos da fé, se dispunha a morrer por eles.
É esta história de abnegação radical, que combinava a cavalaria com o resgate, e que espalhou conventos por toda a América Latina, que exploramos a seguir.

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