Michel Eyquem de Montaigne nasceu em 28 de fevereiro de 1533 no Castelo de Montaigne, na região da Dordonha, sudoeste da França. Filho de um rico comerciante que havia ascendido à nobreza, sua mãe era descendente de judeus sefarditas portugueses convertidos ao catolicismo. Seu pai, um homem de ideias pedagógicas inovadoras, decidiu que o filho fosse criado por uma ama de leite numa aldeia vizinha antes de retornar ao castelo, onde teve um tutor alemão e aprendeu latim como sua primeira língua.
Após estudar no prestigiado Colégio de Guienne, Montaigne formou-se em Direito pela Universidade de Toulouse e seguiu carreira como magistrado, tornando-se conselheiro no Parlamento de Bordeaux. Nesse período, travou amizade com o poeta e humanista Étienne de La Boétie, a quem amou profundamente e que chamou de “alma metade”, cuja morte prematura o afetou para sempre.
Em 1565, casou-se com Françoise de La Chassaigne, com quem teve uma filha, Léonor. Herdou o castelo e o título de nobreza em 1568, após a morte do pai. Dois anos depois, uma grave queda de cavalo o fez repensar a vida; aos 38 anos, Montaigne decidiu abandonar a vida pública e se retirar para a torre redonda de seu castelo, onde se dedicaria inteiramente ao estudo e à escrita.
Foi nesse isolamento voluntário que começou a escrever sua obra-prima, “Os Ensaios”, publicada pela primeira vez em 1580. Montaigne serviu ainda como Prefeito de Bordeaux por dois mandatos (1581-1585) e viajou extensamente pela Europa (Itália, Alemanha, Suíça e Áustria) entre 1580 e 1581.
Faleceu em 13 de setembro de 1592 em seu castelo, vítima de uma infecção na garganta e amígdalas.
Sua obra única, “Os Ensaios”, é uma coletânea de 107 textos curtos organizados em três volumes, publicada postumamente em 1595. Montaigne é considerado o inventor do gênero literário ensaio e é frequentemente chamado de “primeiro homem moderno”.
Alguns dos ensaios mais famosos incluem: “Dos Canibais” (sobre os povos Tupinambá do Brasil), “Da Educação das Crianças”, “Da Amizade”, “Da Vaidade” e “Apologia de Raymond Sebond”. Montaigne pregava uma pedagogia que valoriza mais “uma cabeça bem-feita do que uma cabeça cheia”, criticando a memorização mecânica em favor do desenvolvimento do juízo crítico.
Filosoficamente, Montaigne passou por três fases: estoicismo inicial, depois ceticismo radical (seu lema eterno “Que sais-je?” — “O que sei eu?”), e finalmente uma fase madura e introspectiva de conhecimento de si mesmo.
Curiosidades
Gênese da Obra: Montaigne escreveu seus 107 ensaios na torre de seu castelo, uma biblioteca com mais de mil volumes, onde se trancou por 20 anos.
O Paradoxo do Playboy: Chamado de “playboy do século XVI”, jogava dinheiro, teve vários casos, mas seu único grande amor foi seu amigo, o poeta La Boétie.
A Medalha do Ceticismo: Em 1576, mandou cunhar uma medalha com uma balança equilibrada e sua famosa divisa “Que sais-je?” (“O que sei eu?”).
Um Homem dos Dois Mundos: Foi um dos poucos homens de seu tempo a ser amigo tanto do rei Henrique III quanto de Henrique de Navarra (futuro Henrique IV), que se tornaria protestante e depois católico.
Raízes Hispano-Judaicas: Sua mãe era descendente de judeus convertidos da Espanha. Seu bisavô foi queimado pela Inquisição em 1491.
Poliglota Precoce: Antes de falar francês, seu pai o fez aprender latim como primeira língua, e ele só ouvia grego antigo.
Viagem à Itália: Em 1580-1581, fez uma viagem de 17 meses a cavalo pela Itália, Alemanha, Áustria e Suíça, com quatro jovens nobres e uma dúzia de criados.
A Profecia do Rosto Falso: Por séculos, retratos foram pintados baseados em descrições idealizadas; em 2005, ao analisar seu crânio, descobriu-se que o crânio em seu túmulo era de uma mulher desconhecida, não dele.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).