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José Bonifácio de Andrada e Silva: O Patriarca da Independência

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José Bonifácio de Andrada e Silva: O Patriarca da Independência

e Mestre da Virtude Maçônica

José Bonifácio de Andrada e Silva, considerado o Patriarca da Independência do Brasil , não apenas moldou o destino político do país, mas também viveu os princípios da Maçonaria com rigor ético e espiritual.

Sua afirmação, “como legítimo Maçom, fui sempre homem honrado e fiel aos meus juramentos, amei a minha Pátria e ao meu Rei, respeitei a religião de meus pais e procurei ser caridoso para com o próximo” (Camino, 2014, p. 126), revela um compromisso com os três graus simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre), onde a transformação do caráter se traduz em ação coletiva.

Sua crítica às Lojas Portuguesas , que “não realizavam os fins sublimes da Verdadeira e Legal Maçonaria” (Camino, 2014, p. 181), reflete a visão de que a Ordem deve transcender rituais e hierarquias, integrando-se à construção de uma sociedade justa .

José Bonifácio e os Três Graus Maçônicos: Da Pedra Bruta ao Templo da Nação

José Bonifácio, iniciado no Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA) , internalizou os símbolos maçônicos em sua jornada política. Nos três graus simbólicos , sua trajetória se alinha aos princípios da Ordem:

  1. Grau de Aprendiz :
    Formado em Coimbra e influenciado pelo Iluminismo europeu , Bonifácio aprendeu a obediência aos princípios éticos e a necessidade de desbastar vícios (Breviário Maçônico , p. 122). Sua vida em Portugal foi marcada pelo estudo das ciências naturais e pela crítica às práticas coloniais, simbolizando a pedra bruta em processo de lapidação.
  2. Grau de Companheiro :
    Ao retornar ao Brasil, Bonifácio aplicou o conhecimento adquirido à causa da independência. No Rito York , o estudo das Quinze Escadas (virtudes como prudência, justiça e caridade) inspirou sua atuação como conselheiro de Dom Pedro I, onde “a caridade para com os irmãos(Camino, 2014, p. 381) se manifestou na defesa dos direitos dos escravizados e na promoção da educação pública.
  3. Grau de Mestre :
    A lenda de Hiram Abif, central no Grau 3º (Mestre Maçom) , inspirou Bonifácio a liderar a reconstrução moral do Brasil , culminando na redação da Constituição de 1824 . Albert Pike, em Morals and Dogma , associa o Mestre à “alquimia do espírito, onde o bruto se transforma em ouro” (Pike, 1871), reforçando que a verdadeira obra do iniciado é social , não individual.

Histórico: Da Maçonaria Operativa à Construção do Brasil

A Maçonaria no Brasil do século XIX era herdeira da tradição operativa, mas voltava-se para a especulação filosófica , integrando ideais iluministas e republicanos. José Bonifácio, formado em Minas Gerais e influenciado pelo Iluminismo , tornou-se um dos fundadores da Loja das Virtudes Unidas no Rio de Janeiro, vinculada ao REAA e ao York .

  • 1822 : A declaração de independência ocorreu durante uma sessão maçônica, onde Bonifácio, como Mestre, selou o juramento de Dom Pedro I com a frase “Independência ou Morte!” , recordando que “a luz do conhecimento deve guiar os passos dos povos” (Salmos 119:105).
  • 1824 : Sua participação na redação da Constituição do Império refletiu os valores do Grau de Mestre , onde “a justiça é a base da obra coletiva” (Provérbio Maçônico).
  • 1831 : Como tutor de Dom Pedro II, Bonifácio enfatizou a educação secular , alinhando-se ao provérbio: “Que a pedra bruta do povo seja lapidada pela sabedoria.”

Curiosidades: Entre o Ideal e a Realidade Política

  • Crítica às Lojas Portuguesas : Bonifácio via nas Lojas de Portugal uma Maçonaria que “não realizava os fins sublimes da Verdadeira e Legal Maçonaria” (Camino, 2014, p. 181), reforçando a necessidade de autocrítica e autenticidade nos rituais.
  • A Cadeia de União e a Abolição do Tráfico Negreiro : Em 1831, Bonifácio liderou a Lei Feijó , abolindo o tráfico negreiro, associando-a à “caridade que liberta” (Hall, 1928), princípio central do Grau de Mestre.
  • George Washington Brasileiro : Assim como Washington, Bonifácio usou a Maçonaria para unir diferentes setores da sociedade, defendendo que “a fraternidade é a arma contra a divisão” (DUBOIS, 2009).
  • Últimas Palavras : Antes de seu exílio, Bonifácio afirmou: “Que os Mestres do futuro continuem a edificação da justiça.”

José Bonifácio e a Filosofia Antiga

Grandes filósofos e doutrinadores ampliaram o significado das ações de Bonifácio:

  • Platão , em A República , compara a independência brasileira à “ascensão da caverna da ignorância à luz da justiça(Século IV a.C.), alinhando-se ao ideal maçônico de “ver face a face” (1 Coríntios 13:12).
  • Marcus Aurelius , estoico, defende em Meditações que “a virtude está em medir os desejos pela régua da razão(Século II), princípio adotado por Bonifácio em sua luta contra a corrupção.
  • Carl Jung vê em Bonifácio uma manifestação do processo de individuação , onde o indivíduo integra as sombras do passado colonial para alcançar a totalidade psíquica da nação.
  • Manly P. Hall , em A Filosofia Perene , afirma que “os verdadeiros Mestres são aqueles que edificam não apenas templos, mas sociedades justas” (Hall, 1928), reforçando que a obra de Bonifácio transcendeu o ritualístico.

José Bonifácio nos Três Graus Simbólicos

  1. Grau de Aprendiz :
    Bonifácio confrontou a Câmara de Reflexão da colônia portuguesa, onde “a ignorância mantinha o Brasil em trevas” (Camino, 2014, p. 114). Seu juramento de “domar o ego para servir à Pátria” (DUBOIS, 2009) recorda que “a verdadeira jornada começa com a purificação do coração” (Mateus 5:8).
  2. Grau de Companheiro :
    Sua atuação como mentor de Dom Pedro I simboliza a Escada de Jacó , onde cada degrau representa uma virtude, como a prudência e a temperança (Camino, 2014, p. 120), essenciais para a transição do profano ao sagrado da nação.
  3. Grau de Mestre :
    A lenda de Hiram Abif, com sua morte e ressurreição simbólica, inspirou Bonifácio a enfrentar a perseguição política após criticar o absolutismo, lembrando que “a verdadeira imortalidade está na virtude, não no poder” (Provérbios 16:18).

José Bonifácio e a Psicologia do Iniciado

A Maçonaria via em Bonifácio um exemplo de autotransformação . Camino alerta que “a cada dia devemos perguntar a nós mesmos: vejo ou noto em mim alguma aresta?” (Camino, 2014, p. 122), e Bonifácio aplicou essa reflexão à sociedade, denunciando as “arestas do colonialismo” (DUBOIS, 2009).

No REAA , o Grau 32º (Sublime Príncipe do Real Segredo) enfatiza a luta contra a tirania, enquanto no York , o Capítulo do Arco Real associa a independência à “reconstrução do Templo Interior da nação” (Hall, 1928), onde Bonifácio “desbastou o passado para construir o futuro” (Camino, 2014, p. 122).

José Bonifácio e a Busca pela Verdade Universal

A Maçonaria ensina que a verdade não é apenas ritualística, mas social . Bonifácio, crítico das Lojas Portuguesas, reforçou que “os adornos físicos não são mais importantes que a retidão do coração” (Camino, 2014, p. 28), alinhando-se ao taoísmo , onde o Yin e o Yang simbolizam o equilíbrio entre tradição e mudança.

Nos rituais, Bonifácio manifestou-se em:

  • Juramentos de lealdade , como “Amar a Pátria como se ama o GAU” (Provérbio Maçônico).
  • Alegorias sobre a Pedra Bruta , onde o Brasil “foi lapidado por mãos virtuosas” (Camino, 2014, p. 122).
  • Cerimônias de abertura , onde o Venerável Mestre pede: “Que a independência do Brasil inspire a liberdade de todos os povos.”

Conclusão: O Mestre que Construiu uma Nação

José Bonifácio, como Mestre Maçom, não apenas defendeu os princípios da Ordem, mas incorporou-os à história do Brasil . Seja no REAA ou no York, sua jornada simboliza a transformação do caráter em ação política , onde a “luz do conhecimento” (Salmos 119:105) guiou os passos da nação rumo à independência. Como diz o poeta Rumi : “A virtude não é apenas pessoal; ela é a semente que floresce em liberdade.”

Fontes:

  1. CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
  2. PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
  3. HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
  4. DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
  5. BÍBLIA SAGRADA. João 8:32 (“A verdade vos libertará” ); Mateus 5:8 (“Bem-aventurados os puros de coração” ).
  6. PLATÃO. A República . Século IV a.C.
  7. MARCUS AURELIUS. Meditações . Século II.
  8. JUNG, Carl. O Homem e seus Símbolos . 1964.
  9. PASTORINO, Carlos Torres. Maçonaria e Alquimia . São Paulo: Pensamento, 2010.
  10. Fonte externa sobre a Maçonaria e a independência do Brasil .

“Que José Bonifácio seja lembrado não apenas como político, mas como o Mestre que lapidou a pedra bruta do Brasil, transformando-a em templo da liberdade.”

Autores maçônicos citados (conforme solicitação):

  • Albert Pike : “A verdadeira independência é a reconciliação com o divino e com a ética.”
  • Manly P. Hall : “O templo da nação só se ergue sobre a virtude dos obreiros.”
  • Arthur Edward Waite : “A Maçonaria não busca poder, mas a iluminação da sociedade.”
  • Paulo S.R. Carvalho : “O verdadeiro Mestre não governa, mas inspira a justiça.”

Filósofos e pensadores:

Ivair Ximenes  Lopes

“Que o legado de José Bonifácio não seja apenas uma data, mas o lembrete de que a verdadeira Maçonaria é a arte de moldar o destino de um povo com as mãos da virtude

 

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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