As Primeiras Lojas Maçônicas no Mato Grosso do Sul (Antigo Mato Grosso)
A história da Maçonaria no atual Mato Grosso do Sul está profundamente ligada à do antigo Mato Grosso, estado que, até sua divisão em 1977, abrangia toda a região Centro-Oeste. A presença maçônica na região remonta ao século XIX, com lojas fundadas em cidades estratégicas devido à atividade militar, ao comércio e à expansão territorial. A loja União e Perseverança, Fundada em 1869, sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil, do oriente de Cuiabá e a Loja Estrela do Oriente, fundada em 872 – Corumbá MS.
Contexto Histórico: A Maçonaria no Antigo Mato Grosso
A Maçonaria chegou ao então Mato Grosso ainda no período imperial, seguindo o fluxo de militares, comerciantes e funcionários públicos que se deslocavam para a região. Como em outras partes do Brasil, as lojas maçônicas eram espaços de discussão política, filosófica e social, frequentadas por elites locais e figuras influentes.
1. Loja “União e Perseverança” (1869) – Cuiabá
Embora Cuiabá hoje pertença ao Mato Grosso (não ao Mato Grosso do Sul), foi a primeira cidade do antigo território a abrigar uma loja maçônica regular:
Fundação: 1869, sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil.
Membros: Militares, juízes e comerciantes.
Importância: Serviu como base para a expansão maçônica na região.
2. Loja “Estrela do Oriente” (1872) – Corumbá
Corumbá, estratégica na fronteira com a Bolívia e no comércio fluvial, foi uma das primeiras cidades do atual Mato Grosso do Sul a receber uma loja maçônica:
Fundação: 1872.
Contexto: Importante entreposto comercial e militar.
Participação: Oficiais do Exército e líderes locais.
3. Loja “Fraternidade e Humanidade” (1881) – Campo Grande
A região sul do antigo Mato Grosso (atual Mato Grosso do Sul) começou a se desenvolver mais tardiamente, mas já no final do século XIX, Campo Grande viu surgir sua primeira loja:
Fundação: 1881.
Características: Reunia fazendeiros, políticos e profissionais liberais.
Papel histórico: Teve influência nas discussões sobre a emancipação da região sul do estado.
4. Loja “Oriente de Maracaju” – Campo Grande (Década de 1920)
Uma das lojas mais tradicionais de Campo Grande, a “Oriente de Maracaju”, foi fundada na década de 1920 e mantém atividades até os dias atuais:
Fundação: Década de 1920 (registros indicam possível fundação em 1925).
Histórico: Uma das mais antigas em atividade no estado, com participação ativa na vida social e política da região.
Membros notórios: Contou com a presença de líderes locais, empresários e intelectuais.
Atualidade: Ainda funciona sob a jurisdição do Grande Oriente do Brasil – Mato Grosso do Sul.
A Maçonaria e a Divisão do Estado (1977)
Com a divisão do Mato Grosso em 1977, a Maçonaria no novo Mato Grosso do Sul reorganizou-se, mantendo lojas já existentes e fundando novas. Algumas das mais antigas, como a “Fraternidade e Humanidade” e a “Oriente de Maracaju”, continuaram ativas e contribuíram para a consolidação da Ordem no novo estado.
Conclusão
A Maçonaria no antigo Mato Grosso (e, consequentemente, no atual Mato Grosso do Sul) teve início ainda no século XIX, com lojas importantes em Corumbá, Campo Grande e Cuiabá. A “Oriente de Maracaju”, fundada na década de 1920, destaca-se como uma das mais tradicionais em atividade, demonstrando a continuidade e a influência maçônica na região.
Fontes Consultadas
Grande Oriente do Brasil – Mato Grosso do Sul (Registros históricos).
Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (Documentação sobre o período).
CASTELLANI, José. A Maçonaria na História do Brasil.
BARROS, Abílio Leite de. História da Maçonaria em Mato Grosso.
Depoimentos de maçons locais e registros da Loja “Oriente de Maracaju”.
Ainda há muito a ser pesquisado sobre a atuação maçônica na região, mas esses registros confirmam que a Ordem já estava presente no Centro-Oeste brasileiro muito antes da divisão estadual e continua ativa até hoje.
Por [Ivair Ximenes Lopes]
Artigo histórico baseado em registros maçônicos e fontes documentais

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











