A Confederação Maçônica do Brasil (COMAB): História e Estrutura
Resumo Preliminar
A Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) é uma entidade de coordenação que reúne Grandes Orientes Independentes estaduais, sem constituir-se como potência maçônica ou obediência única. Fundada em 1973, surgiu para organizar as estruturas maçônicas que se desvincularam do sistema do Grande Oriente do Brasil (GOB), mantendo a regularidade conforme os princípios da Maçonaria universal. Este artigo apresenta sua origem, estrutura e papel no cenário maçônico brasileiro.
Pesquisa Histórica Sobre a COMAB
Origem e Fundação (1973)
A COMAB foi criada em 8 de dezembro de 1973, em Belo Horizonte (MG), como resposta às cisões ocorridas nos Grandes Orientes Estaduais ligados ao Grande Oriente do Brasil (GOB). Seu objetivo principal era:
Organizar os Grandes Orientes Independentes que haviam se separado do GOB.
Garantir a regularidade maçônica dessas obediências perante a Maçonaria internacional.
Estabelecer um sistema confederativo, onde cada Grande Oriente mantivesse sua autonomia, mas atuasse em cooperação nacional.
Estrutura e Funcionamento
Não é uma potência maçônica: A COMAB não emite graus, não governa lojas diretamente e não possui autoridade sobre os ritos praticados por seus membros.
Não é uma obediência única: Funciona como uma confederação, reunindo Grandes Orientes Independentes estaduais, cada um com sua própria administração.
Reuniões e administração:
Encontros anuais em agosto para deliberações internas e eleição de sua diretoria (que tem mandato de um ano).
Reuniões extraordinárias conforme a necessidade.
Sede institucional: Belo Horizonte (MG).
Reconhecimento e Regularidade
Pratica todas as regras da Maçonaria universal, sendo reconhecida como regular por confederações internacionais.
Integra diversas organizações maçônicas globais, reforçando seus laços com a Maçonaria mundial.
Expansão e Representatividade
Atualmente, agrega Grandes Orientes Independentes em 25 unidades federativas (incluindo o Distrito Federal).
Oferece apoio logístico e institucional aos seus filiados, sem interferir em sua autonomia.
Momento Histórico do País e da Maçonaria
Contexto Político (Década de 1970)
Regime Militar (1964-1985): A Maçonaria brasileira atuou com cautela, evitando conflitos diretos com o governo.
Crises no GOB: Disputas internas levaram à fragmentação de Grandes Orientes Estaduais, impulsionando a criação da COMAB.
Cenário Maçônico
Busca por autonomia: Muitas lojas queriam se desvincular da estrutura centralizada do GOB.
Reconhecimento internacional: A COMAB surgiu para garantir que os Grandes Orientes dissidentes mantivessem laços com a Maçonaria global.
Opiniões Contrárias e Críticas
1. Questionamentos sobre sua Necessidade
Grande Oriente do Brasil (GOB): Argumentava que a COMAB era uma divisão desnecessária.
Alguns historiadores maçônicos: Consideram que sua criação foi mais motivada por disputas de poder do que por princípios filosóficos.
2. Desafios de Coordenação
Autonomia excessiva: A estrutura confederativa pode dificultar ações conjuntas em âmbito nacional.
Variações ritualísticas: Cada Grande Oriente Independente tem suas próprias práticas, o que pode gerar inconsistências.
3. Debates sobre Representatividade
Potências estrangeiras: Algumas inicialmente hesitaram em reconhecer a COMAB, mas hoje a veem como legítima.
Rivalidade com o GOB: Ainda há disputas sobre qual modelo melhor representa a Maçonaria regular no Brasil.
Conclusão
A COMAB é uma confederação, não uma potência ou obediência maçônica. Seu papel é coordenar e apoiar Grandes Orientes Independentes, garantindo sua regularidade e representação nacional e internacional.
Desafios Atuais
✔ Manter a coesão entre seus membros, respeitando a autonomia de cada Grande Oriente.
✔ Fortalecer seu reconhecimento perante outras potências maçônicas.
✔ Atrair novas gerações sem perder seus fundamentos tradicionais.
Legado
A COMAB provou que é possível um modelo federativo na Maçonaria brasileira, equilibrando independência estadual e cooperação nacional. Seu futuro dependerá de sua capacidade de adaptação, mantendo-se fiel aos princípios maçônicos universais.
Autor: Ivair Ximenes Lopes
Fontes Consultadas
Registros históricos do Grande Oriente do Brasil (GOB).
Obras de José Castellani e outros pesquisadores maçônicos.
Para Saber Mais
“História da Maçonaria no Brasil” – José Castellani.
“A COMAB e o Federalismo Maçônico” – Publicações internas da confederação.
Este artigo buscou esclarecer a natureza da COMAB, diferenciando-a de potências e obediências, e destacando seu papel único na Maçonaria brasileira.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
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