O Legado da República Rio-Grandense: Uma Utopia que Moldou o Brasil
setembro 24, 2026
O Legado da República Rio-Grandense: Uma Utopia que Moldou o Brasil
Nas pesquisas que tenho realizado sobre os movimentos que moldaram a identidade brasileira, poucos episódios me provocaram uma reflexão tão profunda quanto o legado da República Rio-Grandense.
A República proclamada a 11 de setembro de 1836 não foi apenas uma rebelião armada; foi um laboratório político onde se ensaiaram ideias de federalismo, constitucionalismo e autonomia que ecoariam muito além dos pampas.
Embora derrotada militarmente e dissolvida pelo Tratado de Poncho Verde em 1845, a sua herança permanece viva — na bandeira do estado, no hino, na memória coletiva e, sobretudo, na semente republicana que ajudou a germinar a Proclamação da República de 1889.
Esta é mais uma parte da série de artigos que preparei em comemoração à Semana Farroupilha, dedicada a percorrer os episódios e os legados da Revolução.
A importância deste estudo reside na forma como a República Rio-Grandense ilumina as tensões entre o poder central e as elites provinciais, entre a fiscalidade imposta e a autonomia desejada, revelando que a luta pela liberdade não se esgotou no campo de batalha.
Doutrinadores como Alfredo Varela, em História da GrandeRevolução, e Moysés Vellinho documentaram o período, enquanto novas interpretações, como as de estudiosos da história regional, destacam o papel da Maçonaria e das elites locais na articulação do movimento e na preservação da sua memória.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem o legado multifacetado dessa experiência única — uma utopia que, embora efémera, moldou o Brasil e continua a inspirar aqueles que sonham com um país mais livre e mais justo.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).