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A Batalha de Montgisard (1177): A Vitória do Rei Leproso

A Batalha de Montgisard (1177) A Vitória do Rei Leproso

A Batalha de Montgisard (1177): A Vitória do Rei Leproso

Quando penso nas grandes batalhas das Cruzadas, minha mente sempre se voltou para os nomes que ecoam com mais força na memória histórica – Hattin, Jerusalém, Acre – e para os grandes líderes que nelas se imortalizaram, como Ricardo Coração de Leão ou o próprio Saladino.

Foi por isso que, ao deparar-me com a Batalha de Montgisard, confesso que não esperava encontrar um episódio capaz de rivalizar com os mais célebres confrontos daquela época. Mas a história que desvendei, ao mergulhar nas crônicas medievais, revelou-se tão surpreendente quanto um conto de cavalaria: um rei adolescente, consumido por uma doença que a medicina da época não sabia curar, a liderar um punhado de soldados contra o exército mais poderoso do Oriente, e a vencer – não por acaso, nem por milagre, mas por uma combinação de coragem inabalável, visão tática e uma que desafiava a lógica da guerra.

Ao reconstituir os eventos daquele 25 de novembro de 1177, fui gradualmente compreendendo que Montgisard não foi apenas uma batalha, mas um momento em que a história pareceu dobrar-se diante da vontade de um único homem.

Balduíno IV, o "Rei Leproso", tinha apenas 16 anos quando enfrentou Saladino – o mesmo Saladino que unificara o Egito e a Síria, e que naquele momento avançava com um exército de cerca de 26 mil homens contra o Reino de Jerusalém, que mal podia reunir 3 mil combatentes.

E, no entanto, foi precisamente essa aparente impossibilidade que tornou Montgisard tão fascinante para mim: a capacidade de um jovem doente, cujo corpo se desfazia dia após dia, de inspirar os seus soldados a uma vitória tão completa que o próprio Saladino, segundo os cronistas árabes, escapou por pouco da morte e teve de fugir montado num camelo, deixando para trás seu rico equipamento.

Neste artigo, compartilho os resultados dessa minha imersão em uma das mais dramáticas e negligenciadas batalhas da história das Cruzadas – uma pesquisa que me levou a revisitar as fontes latinas e árabes, a compreender o contexto geopolítico do Reino de Jerusalém, e a refletir sobre o paradoxo de um rei que, mesmo condenado pela doença, conduziu seu povo à maior vitória militar de seu reinado.

Convido o leitor a acompanhar-me nessa jornada, pois Montgisard não é apenas uma história de guerra, mas uma lição intemporal sobre como a coragem pode florescer nos corpos mais frágeis, e como a vontade de um homem, mesmo quando assombrada pela morte, pode reescrever o destino de um reino.
A Batalha de Montgisard, travada em 25 de novembro de 1177, é um dos episódios mais notáveis e dramáticos das Cruzadas.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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