Este princípio busca responder à questão fundamental da ética: como podemos ter um guia moral que seja verdadeiramente universal e incondicional, independente de desejos, interesses pessoais ou crenças religiosas? A resposta de Kanté a própria razão.
Em sua formulação mais famosa, Kant afirma: “Age apenas de acordo com a máxima pela qual você possa, ao mesmo tempo, querer que ela se torne uma lei universal”.
Antes de agir, o indivíduo deve se perguntar: “A máxima da minha ação — o princípio subjetivo pelo qual eu me guio — poderia ser desejada como uma lei que todos os seres racionais tivessem que seguir?” Em outras palavras, a ação só é verdadeiramente moral se for universalizável.
A força deste princípio reside em sua autonomia e sua forma.
Não importa o conteúdo ou a consequência da ação, mas sim sua forma: ela deve ser uma lei que a própria razão dá a si mesma.
Kant ilustra isso com o exemplo de um mentiroso: se alguém pensa em mentir para obter vantagem, deve perguntar se poderia desejar que mentir se tornasse lei universal. Se todos mentissem, a confiança e a própria noção de verdade se desintegrariam, tornando a mentira inútil. A máxima, portanto, é contraditória em si mesma.
O Princípio e a Ordem
A máxima maçônica de “fazer o bem a todos os homens, sem distinção” é uma clara manifestação do princípio kantiano em ação.
Quando um maçom decide ajudar um necessitado, ele não o faz apenas pelo afeto pessoal ou por um cálculo de benefício, mas porque reconhece que o auxílio fraterno é um princípio que deveria ser uma prática universal, uma lei moral que espera que todos sigam.
Agir por interesse, bajular poderosos ou explorar fracos são máximas que qualquer maçom sabe que não poderiam se tornar leis universais sem corromper a própria ideia de fraternidade.
A razão, portanto, guia a vontade do maçom, que encontra na universalidade da lei moral a segurança para suas ações e a certeza de estar edificando seu Templo Interior sobre uma rocha firme.
Além disso, o princípio da universalização tem abertura para a tolerância. Como Kant vê a si mesmo e aos outros como “legisladores em um reino dos fins”, o maçom é chamado a respeitar a autonomia moral de cada indivíduo e a construir pontes, e não muros, entre as diferentes visões de mundo.
A universalidade de uma máxima moral exige que a lei seja adaptável e respeite a liberdade de todos os envolvidos.
As apurações que reuni, relativamente aos assuntos em debate e priorizando uma análise deliberadamente comum, isenta de inferções antecipadas ou originais, fundada em documentação segura e em discursos de elaboração coesa, acredito ter contemplado a matéria com a franqueza e o comedimento que ela exige.
Não almejei dar conta de todas as perguntas, nem oferecer proposições terminantes.
Coloco à disposição um encadeamento referenciado – nos âmbitos filosófico, teológico, humanístico e maçônico – que acata as obras consultadas e evita floreios retóricos desnecessários. Cada leitor, segundo seu critério particular, poderá complementar ou manifestar discordância.
Competiu a mim meramente ordenar o que mentes mais autorizadas já ponderaram e legaram por escrito, juntando o testemunho sincero de quem, com o avançar da idade, compreendeu que existir, partir e aguardar o porvir são mistérios que se revelam mais na conduta diária do que nos tratados abstratos.
Que este produto sirva não como ponto de encerramento, mas como chamado à deliberação individual.
Migalhas. A justiça enquanto equidade na teoria Rawlsiana. Disponível em: www.migalhas.com.br/depeso/373548/a-justica-enquanto-equidade-na-teoria-rawlsiana
Index Law. Uma breve análise dos dois princípios da teoria da justiça de John Rawls e suas implicações para a questão econômica. Disponível em: www.indexlaw.org.
Freemason.pt. Ética hedonista ou utilitarista versus prática maçónica. Disponível em: www.freemason.pt.
Grande Loja do Paraná. Princípios. Disponível em: www.grandelojadoparana.org.br
Confederação Maçônica do Brasil. Princípios da Maçonaria. Disponível em: comab.org.br. (contexto sobredignidade e justiça)
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).