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Dom Pedro II, o Magnânimo

Dom Pedro II

Dom Pedro II, o Magnânimo

Foi o segundo e último imperador do Brasil, e sua relação com a Maçonaria é marcada por uma postura distinta da de seu pai, Dom Pedro I: embora tenha sido iniciado, sua atuação maçônica foi discreta e mais simbólica do que política.

Dom Pedro II do Brasil: Biografia e Memória Maçônica

1. Nome completo e identificação histórica

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga. Conhecido como Dom Pedro II, nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro, e reinou o Brasil por quase seis décadas, de 1831 a 1889.

2. Origem e formação

  • Filho de Dom Pedro I e da Imperatriz Leopoldina.
  • Tornou-se imperador aos cinco anos de idade, após a abdicação de seu pai em 1831.
  • Recebeu educação esmerada, com foco em línguas, ciências e artes, tornando-se um monarca culto e respeitado internacionalmente.
  • Seu reinado foi marcado pela estabilidade política, modernização do país e incentivo às artes e à ciência.

3. Iniciação na Maçonaria

A relação de Dom Pedro II com a Maçonaria foi mais reservada do que a de seu pai:

  • Iniciação: Registros históricos apontam que foi iniciado ainda jovem, em ambiente de forte influência liberal.
  • Loja: Há referências à sua ligação com o Grande Oriente Brasílico, herdeiro da Loja Comércio e Artes, que reunia figuras importantes da política e da intelectualidade brasileira.
  • Diferente de Dom Pedro I, que chegou a ser Grão-Mestre, Dom Pedro II manteve uma postura discreta, evitando conflitos diretos com a Ordem.

4. Participação e feitos maçônicos

  • Sua iniciação simbolizava a continuidade da ligação da Casa de Bragança com os ideais liberais e constitucionalistas.
  • Embora não tenha exercido liderança maçônica ativa, sua imagem foi cultivada em círculos maçônicos como patrono da liberdade e da modernização.
  • Incentivou intelectuais e políticos ligados à Maçonaria, como Joaquim Nabuco e Rui Barbosa, que se destacaram no movimento abolicionista e republicano.
  • A Maçonaria, durante seu reinado, manteve papel relevante em debates sobre abolição da escravidão e proclamação da República, temas centrais do período.

5. Últimos anos e legado

  • Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, Dom Pedro II foi deposto e exilado na Europa.
  • Faleceu em 5 de dezembro de 1891, em Paris.
  • É lembrado como monarca culto, moderado e símbolo de estabilidade, mas também como figura que, ao manter distância institucional da Maçonaria, preservou sua imagem de imparcialidade política.

6. Memória maçônica

Na tradição maçônica brasileira, Dom Pedro II é visto como:

  • Iniciado e simpatizante, mas não dirigente.
  • Patrono simbólico de ideais de liberdade e progresso.
  • Figura que representa a transição entre a influência maçônica no processo de Independência e sua presença nos debates da modernidade e da República.

Autor Ivair Ximenes Lopes

Fontes

  • FAUSTO, Boris. História do Brasil.
  • CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem.
  • SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Colônia a Império.
  • BARATA, Alexandre Mansur. Maçonaria, Sociabilidade Ilustrada e Política no Brasil.
  • COLUSSI, Eliane. Maçonaria e Poder no Brasil.
  • ABREU, Alzira Alves de (org.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro.
  • Trabalhos históricos do Grande Oriente do Brasil.
  • Periódicos maçônicos do século XIX.
  • Registros sobre iniciação de Dom Pedro em lojas ligadas ao Grande Oriente Brasílico
Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


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