Lauro Sodré – Militar, Político e Maçom
1. Introdução
Lauro Nina Sodré e Silva (Belém, 17 de outubro de 1858 – Rio de Janeiro, 20 de junho de 1944) foi um dos mais destacados militares e líderes civis da Primeira República.
Engenheiro militar, governador do Pará, senador e deputado federal, tornou-se também uma das figuras mais influentes da maçonaria brasileira, exercendo papel central na reorganização do pensamento liberal e laico no início do século XX.
2. Primeiros Anos e Formação
Nascido em família tradicional paraense, Lauro Sodré ingressou jovem na carreira militar. Formou-se na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde recebeu forte influência do positivismo e das correntes republicanas que circulavam entre cadetes e oficiais.
Sodré participou ativamente do movimento que culminou na Proclamação da República, sendo um dos representantes militares da região amazônica que apoiaram a ruptura com o regime monárquico.
3. Carreira Política
3.1. Governador do Pará
Lauro Sodré foi um dos mais reconhecidos governadores do Pará, exercendo o cargo em dois períodos distintos (1891–1897 e 1897–1901). Seu governo foi marcado por:
Modernização administrativa;
Incentivo à educação e à infraestrutura;
Expansão de obras públicas, especialmente no contexto do ciclo da borracha;
Estabilização política em um período de intensas tensões regionais.
3.2. Atuação nacional
Após seu governo, foi eleito:
Deputado federal;
Senador da República;
Participante de comissões legislativas de relevância;
Influente articulador nos debates sobre federalismo, forças armadas e laicidade do Estado.
4. Participação na Maçonaria
Lauro Sodré está entre os maçons mais proeminentes da história republicana brasileira.
4.1. Iniciação
Fontes tradicionais da maçonaria brasileira registram que:
Sodré foi iniciado em 1884,
Na Loja Harmonia n.º 2, em Belém do Pará (Grande Oriente do Brasil).
A partir daí, sua ascensão foi rápida, reflexo da reputação intelectual e política que já construía.
4.2. Cargos e Atuação
Ao longo de sua trajetória, desempenhou funções de grande destaque:
Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil (GOB) de 1904 a 1916;
Reorganizador estrutural do GOB, com reformas administrativas;
Defensor da educação pública laica e do pensamento republicano;
Promotor da aproximação entre maçonaria e movimentos cívicos;
Mediador de conflitos internos e responsável pela consolidação do prestígio do GOB no início do século XX.
Durante sua gestão, enfatizou a importância da maçonaria como força moral, civil e patriótica, sempre pautada pelos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
4.3. Feitos maçônicos relevantes
Modernização dos ritos administrativos do GOB;
Criação e fortalecimento de lojas em diversos estados;
Participação em campanhas cívicas e republicanas;
Defesa da separação entre Estado e Igreja, tema central no período pós-Proclamação da República.
Sodré foi, durante décadas, referência moral e intelectual dentro da instituição, tornando-se um dos maiores Grão-Mestres da história do Grande Oriente do Brasil.
5. Últimos Anos e Legado
Mesmo após deixar cargos públicos e maçônicos, Lauro Sodré continuou atuando como articulador político e referência militar. Faleceu no Rio de Janeiro, deixando um legado sólido como:
Sua memória segue celebrada tanto no âmbito político quanto no maçônico, sobretudo pela defesa permanente dos valores de liberdade civil, republicanismo e educação.
Autor Ivair Ximenes Lopes
Fontes
Arquivo Histórico do Grande Oriente do Brasil.
Atas da Loja Maçônica Harmonia n.º 2 – Belém.
SILVA, Hélio. República Velha: Política e Maçonaria.
FERREIRA, Arthur. Lauro Sodré e a República no Pará.
Documentos do Senado Federal – Coleção Memória Legislativa.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











