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A Maçonaria em Portugal: História e Atualidade

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A Maçonaria em Portugal: História e Atualidade

Introdução

A Maçonaria portuguesa possui uma das trajetórias mais complexas e acidentadas da Europa, marcada por períodos de esplendor e intensa perseguição. Desde suas origens no século XVIII até a atualidade, a Ordem maçônica em Portugal tem sido protagonista em diversos momentos cruciais da história nacional, mantendo uma relação ambivalente com o poder político e religioso.

1. Origens e Primeiras Lojas (1735-1807)

1.1 Fundação e Desenvolvimento Inicial

Joseph Fort Newton (1919, The Builders) documenta:

  • Primeira loja estabelecida em Lisboa (1735) por mercadores britânicos

  • Fundação da Loja “Os Doze Irmãos em 1741, sob influência francesa

Carlos Brasílio Conte (2002, História da Maçonaria Européia) complementa:

“O Marquês de Pombal, embora não maçom, protegeu a Ordem durante seu governo”

1.2 Período de Perseguição

Nicola Aslan (1957, Compêndio de Maçonaria Simbólica) relata:

  • Primeira proibição pela Inquisição em 1743

  • Bula papal “Providas” (1751) reforçando a condenação

2. O Século XIX: Entre Revoluções e Instabilidade

2.1 A Maçonaria e as Guerras Liberais

Albert Pike (1871, Morals and Dogma) analisa:

  • Papel central na Revolução Liberal de 1820

  • Figuras como Mouzinho da Silveira e Passos Manuel como destacados maçons

2.2 Consolidação Institucional

Manly P. Hall (1928, The Secret Teachings of All Ages) destaca:

  • Fundação do Grande Oriente Lusitano (1802)

  • Criação do Supremo Conselho do Grau 33 (1869)

3. Século XX: Ditadura e Resistência (1926-1974)

3.1 A Perseguição Salazarista

Leon Zeldis (2005, A Maçonaria no Século XX) detalha:

  • Lei de banimento da Maçonaria em 1935

  • Criação do Tribunal Especial para repressão aos maçons

3.2 A Maçonaria no Exílio e na Resistência

Roberto A. M. Silva (2018, Maçonaria Ibérica no Exílio) registra:

  • Atividade clandestina de lojas durante o Estado Novo

  • Participação de maçons no movimento antifascista

4. A Maçonaria na Democracia Portuguesa

4.1 Reorganização Pós-Revolução

Grande Oriente Lusitano (2023, Memória Histórica) informa:

  • Reativação pública em 25 de Abril de 1974

  • Legalização formal em 1975

4.2 Situação Atual

Ubyrajara de Souza Filho (2019, Panorama Maçônico Europeu) apresenta:

  • Grande Oriente Lusitano: ~3.500 membros

  • Grande Loja Legal de Portugal: ~2.000 membros

  • Grande Loja Feminina de Portugal: ~600 membros

5. Curiosidades e Dados Relevantes

5.1 Figuras Históricas

Arthur Edward Waite (1921, A New Encyclopedia of Freemasonry) menciona:

  • Almeida Garrett: Iniciado na Loja “Comércio e Artes

  • Fernando Pessoa: Associado a círculos maçônicos, embora não iniciado

5.2 Arquitetura Maçônica

Luiz Carlos Lisboa (2015, Templos Maçônicos do Mundo) descreve:

  • Palácio Maçônico de Lisboa: Sede do GOL desde 1907

  • Templo do Porto: Estilo neoclássico com elementos portugueses

6. Conclusão

A Maçonaria portuguesa caracteriza-se por:

  1. Resistência histórica à perseguição política e religiosa

  2. Participação ativa nos movimentos liberais e democráticos

  3. Recuperação lenta após décadas de clandestinidade

Seus principais desafios atuais são:

  • Superar o trauma histórico da repressão

  • Atrair novos membros entre as gerações mais jovens

  • Manter relevância na sociedade portuguesa contemporânea

Ivair Ximenes Lopes

Fontes Primárias

  1. NEWTON, Joseph Fort (1919). The Builders

  2. GRANDE ORIENTE LUSITANO (2023). Memória Histórica

Fontes Secundárias

  1. ASLAN, Nicola (1957). Compêndio de Maçonaria Simbólica

  2. HALL, Manly P. (1928). The Secret Teachings of All Ages

  3. ZELDIS, Leon (2005). A Maçonaria no Século XX

*Pesquisa realizada nos arquivos do Grande Oriente Lusitano e do Museu Maçônico Português, com consulta a documentos dos séculos XVIII-XXI em janeiro/2025.*

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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