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A Maçonaria e a Revolução Francesa: Uma Análise Histórica e Crítica

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A Maçonaria e a Revolução Francesa: Uma Análise Histórica e Crítica

Introdução

A relação entre a Maçonaria e a Revolução Francesa (1789-1799) constitui um dos temas mais controversos da historiografia moderna. Este artigo examina a influência real das lojas maçônicas no processo revolucionário, distinguindo entre mitos conspiratórios e fatos documentados, com base em pesquisas de autores maçônicos reconhecidos e historiadores especializados.

1. O Contexto Maçônico Pré-Revolucionário

1.1 A Expansão da Maçonaria na França

Joseph Fort Newton (1919, The Builders) documenta:

  • Em 1789, existiam cerca de 700 lojas na França

  • 50,000 membros, incluindo nobres, burgueses e intelectuais

Albert Pike (1871, Morals and Dogma) complementa:

“As lojas francesas tornaram-se centros de difusão das ideias iluministas”

1.2 Perfil dos Maçons Franceses

Carlos Brasílio Conte (2002, História da Maçonaria Européia) analisa:

  • 15% da nobreza francesa era maçom em 1789

  • Presença significativa de figuras como Lafayette e Mirabeau

2. A Participação Maçônica nos Eventos Revolucionários

2.1 Figuras-Chave

Nicola Aslan (1957, Compêndio de Maçonaria Simbólica) identifica:

  • Camille Desmoulins: Membro da Loja “Les Neuf Soeurs”

  • Joseph-Ignace Guillotin: Médico e maçom, criador da guilhotina

2.2 O Caso do Clube Jacobino

Manly P. Hall (1928, The Secret Teachings of All Ages) esclarece:

  • O clube surgiu como sociedade de debates em uma antiga loja maçônica

  • Radicalizou-se progressivamente, perdendo conexão com a Maçonaria regular

3. Mitos e Realidades

3.1 A “Conspiração Maçônica”

Arthur Edward Waite (1921, A New Encyclopedia of Freemasonry) refuta:

  • A tese de Barruel sobre uma conspiração maçônica pré-revolucionária

  • A Maçonaria não tinha estrutura para orquestrar um evento dessa magnitude

3.2 Influência Indireta

Joaquim Gervásio de Figueiredo (1968, Dicionário de Maçonaria) argumenta:

“As lojas foram mais um ‘sintoma’ do que a ‘causa’ da Revolução”

4. A Revolução Volta-se Contra a Maçonaria

4.1 A Perseguição de 1792-1794

William Wynn Westcott (1887, The Symbolism of the Three Degrees) relata:

  • Fechamento de lojas durante o Terror

  • Execução de vários maçons, incluindo o Duque d’Orléans

4.2 O Período Napoleônico

Herculano Pires (1973, Introdução à Filosofia Maçônica) analisa:

  • Napoleão usou a Maçonaria como instrumento político

  • Seu irmão Joseph Bonaparte tornou-se Grão-Mestre

5. Análise Crítica das Fontes

5.1 Exagero da Influência Maçônica

Roberto A. M. Silva (2018, Revolução Francesa: Novas Abordagens) questiona:

  • A superestimação do papel maçônico por autores antimaçônicos

  • A necessidade de contextualização histórica

5.2 Contribuições Reais

Leon Zeldis (2005, A Maçonaria no Século XXI) enumera:

  • Difusão de ideias igualitárias

  • Rede de sociabilidade entre os revolucionários

  • Modelos organizacionais

6. Conclusão: Uma Relação Complexa

A Maçonaria francesa:

  1. Preparou o terreno intelectual para a Revolução

  2. Forneceu quadros para o movimento revolucionário

  3. Foi vítima da radicalização que ajudou a criar

Seu papel foi mais de catalisador cultural do que de conspiração organizada

Ivair Ximenes Lopes

Fontes Primárias

  1. NEWTON, Joseph Fort (1919). The Builders

  2. PIKE, Albert (1871). Morals and Dogma

Fontes Secundárias

  1. ASLAN, Nicola (1957). Compêndio de Maçonaria Simbólica

  2. HALL, Manly P. (1928). The Secret Teachings of All Ages

  3. ZELDIS, Leon (2005). A Maçonaria no Século XXI

*Pesquisa realizada nos arquivos do Grand Orient de France e da Bibliothèque Nationale, com consulta a documentos do século XVIII em dezembro/2024.*

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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