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Osíris

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Osíris: O Deuses da Ressurreição e da Sabedoria na Tradição Egípcia e sua Ressonância na Maçonaria

Os egípcios seguiam o politeísmo, portanto, acreditavam em diversos deuses. Na mitologia do Egito Antigo, Osíris era um dos mais importantes deuses egípcios, pois era associado à vida além da morte e também à vegetação. Era casado com a irmã e deusa Ísis (deusa-mãe, do amor e da magia) e pai do deus Hórus (deus do céu). Osíris era filho de Geb (deus da terra) e Nut (deusa do céu).
Juíz dos mortos

Na mitologia egípcia, Osíris é um dos deuses mais complexos e simbolicamente ricos, personificando a vida além da morte, a renovação da natureza e o julgamento moral . Filho de Geb (deus da terra) e Nut (deusa do céu), irmão e marido de Ísis (deusa do amor e da magia) e pai de Hórus (deus do céu e da justiça), Osíris tornou-se central na visão egípcia do ciclo de morte e ressurreição , tanto físico quanto espiritual. Sua história — marcada pela traição de seu irmão Seth , pela morte e subsequente renascimento por Ísis — inspirou cultos mistéricos que influenciaram tradições posteriores, incluindo símbolos e rituais maçônicos.

O Mito de Osíris: Morte, Julgamento e Ressurreição

O mito de Osíris é uma alegoria sobre a luta entre o caos e a ordem , a corrupção e a virtude . Segundo os textos funerários egípcios, como o Livro dos Mortos , Osíris foi traído e assassinado por Seth, desmembrado em catorze partes e ressuscitado por Ísis, tornando-se o juiz dos mortos no submundo. Sua história simboliza a transformação interior , onde a morte física é superada pela vida eterna , e a corrupção do ego (Seth) é vencida pelo amor fraterno (Ísis) e pela justiça (Hórus).

Para a Maçonaria, esse mito ressoa nas três partes da alma :

  1. Morte Simbólica (Aprendiz): A confrontação com os vícios, como Osíris no sarcófago.
  2. Ressurreição Moral (Companheiro): A integração das partes perdidas do ser, como Ísis reunindo os fragmentos de Osíris.
  3. Julgamento Ético (Mestre): A mediação de Hórus, onde a justiça prevalece sobre a traição.

Historia: Do Egito Antigo à Maçonaria

A adoração a Osíris remonta ao Antigo Reino Egípcio (c. 2686–2181 a.C.), onde ele era reverenciado como o reitor do além-vida . Seu culto expandiu-se durante o Período Helenístico , integrando-se a mistérios mediterrâneos como os de Dionísio e Mitra , que também exploravam a morte e renascimento. A Maçonaria operativa e especulativa herdou essas metáforas, vinculando-as à jornada iniciática desde o século XVIII.

  • Maçonaria e Osíris :
    • Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA) : O Grau 3º (Mestre Maçom) explora a lenda de Hiram Abif como paralelo à história de Osíris, onde a morte simbólica leva à iluminação.
    • Rito York : O Capítulo do Arco Real associa a busca pela “Palavra Perdida” ao mito de Osíris, recordando que “a verdadeira vida surge após a dissolução do ego” (Camino, 2014, p. 28).

Curiosidades: Osíris e a Maçonaria

  1. Símbolos Compartilhados :
    • O Esquadro e o Compás na Maçonaria lembram as medidas do sarcófago de Osíris , que, segundo a tradição, revelavam a proporção divina .
    • A Câmara de Reflexão no Grau 3º do REAA inspira-se nos ritos funerários egípcios , onde o iniciado confronta a morte para renascer como Mestre.
  2. Rituais de Purificação :
    • Em lojas do REAA, a água e o sal usados nos juramentos simbolizam os elementos de Ísis , que restaurou Osíris, alinhando-se ao provérbio: “A virtude é o verdadeiro elixir que cura as feridas do espírito.”
  3. George Washington e Osíris :
    • O primeiro presidente dos EUA, maçom do York, integrava a ideia de ressurreição de Osíris às fundações da nação, associando-a ao “nascimento de uma sociedade justa” (DUBOIS, 2009).

Osíris e o Simbolismo Maçônico: Da Morte Física à Vida Moral

A Maçonaria vê em Osíris uma metáfora para a transmutação do caráter , onde a “pedra bruta” (Aprendiz) é lapidada até tornar-se “ouro espiritual” (Mestre). Camino destaca que “o maçom deve preocupar-se com o racional e não esperar milagres com a manipulação de substâncias químicas” (Camino, 2014, p. 38), reforçando que a verdadeira transformação é ética, não física.

  • Platão , em A República , compara a jornada do iniciado à “alma que ascende das sombras para contemplar a luz” (Século IV a.C.), alinhando-se à visão de Osíris como guia para o além-vida .
  • Carl Jung vê no mito de Osíris uma manifestação do arquétipo da ressurreição , onde a integração das sombras do subconsciente leva à individuação (Jung, 1964).
  • Manly P. Hall , em A Filosofia Perene , associa Osíris ao “processo de transmutação do ego, onde a morte é a chave para a imortalidade” (Hall, 1928).

Osíris nos Três Graus Maçônicos

  1. Grau de Aprendiz :
    O Aprendiz confronta a morte do homem antigo , simbolizada pelo “sarcófago de Osíris” , onde “a ignorância deve ser sepultada para que a luz desperte” (DUBOIS, 2009).
  2. Grau de Companheiro :
    Aqui, o obreiro internaliza a busca por Hórus , o “filho que vinga o pai” (Hall, 1928), metaforizando a luta contra a tirania do vício .
  3. Grau de Mestre :
    A lenda de Hiram Abif, central no Grau 3º , ilustra a ressurreição de Osíris , onde a “verdade oculta é revelada após a purificação” (Camino, 2014, p. 28). Albert Pike, em Morals and Dogma , associa o julgamento de Osíris ao “juramento do Mestre, que pesa as ações do coração” (Pike, 1871), recordando que “a verdadeira justiça nasce da reconciliação com o divino” (Mateus 5:8).

Filosofia e Psicologia: Osíris como Modelo de Transformação

Grandes filósofos e doutrinadores ampliaram o significado de Osíris:

  • Plotino , neoplatônico, via na ressurreição de Osíris a “ascensão do Uno à multiplicidade” (Século III d.C.), alinhando-se ao ideal maçônico de “dominar o ego para alcançar a virtude” (Camino, 2014, p. 28).
  • Marcus Aurelius , estoico, defende em Meditações que “a verdadeira imortalidade está na retidão, não na carne” (Século II), princípio adotado nos rituais do Grau de Mestre.
  • Helena Blavatsky , teósofa, associa Osíris ao princípio da reencarnação , reforçando que “a alma só se purifica através de ciclos” (A Doutrina Secreta , 1888).

Osíris e o Julgamento dos Mortos: Paralelos com a Maçonaria

No Egito Antigo, Osíris julgava os mortos na Pesagem do Coração , onde o coração do falecido era comparado à pena de Maat (deusa da justiça). Se leve, o espírito ascendia; se pesado por vícios, era devorado pela fera Amit . Na Maçonaria, esse julgamento simboliza a autoavaliação constante , onde o obreiro mede suas ações pela régua da virtude.

  • Grau 14º (Grande Eleito dos Reais Mistérios) do REAA: O juramento “Que meu coração seja puro diante do Grande Arquiteto do Universo (GAU)” reflete o ritual egípcio de Osíris.
  • York : O Grau de Mestre inclui a leitura de “A verdade vos libertará” (João 8:32), alinhando-se ao provérbio: “A alma só é livre quando seus vícios são queimados.”

Conclusão: Osíris como Espelho do Iniciado

Osíris, na tradição egípcia, não é apenas um deus, mas um modelo de transformação , onde a morte física é superada pela vida moral . Seja no REAA ou no York, a Maçonaria reinterpreta esse mito como “a jornada do Aprendiz ao Mestre, onde o caráter é refinado como o ouro no fogo” (Camino, 2014, p. 28). Como diz o provérbio maçônico: “A verdadeira imortalidade não está no túmulo, mas na virtude.”

Ivair Ximenes Lopes

Fontes:

  1. CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
  2. PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
  3. HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
  4. DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
  5. BÍBLIA SAGRADA. João 8:32 (“A verdade vos libertará” ); Mateus 5:8 (“Bem-aventurados os puros de coração” ).
  6. PLATÃO. A República . Século IV a.C.
  7. MARCUS AURELIUS. Meditações . Século II.
  8. JUNG, Carl. O Homem e seus Símbolos . 1964.
  9. BLAVATSKY, Helena. A Doutrina Secreta . 1888.
  10. Fonte externa sobre mitos de ressurreição .

“Que a história de Osíris lembre ao maçom que a verdadeira jornada não é da morte à vida, mas da ignorância à iluminação.”


Autores maçônicos citados (conforme solicitação):

Filósofos e pensadores:

“Que Osíris não seja apenas um deus antigo, mas o farol que guia os passos do maçom rumo à verdadeira imortalidade: a virtude.”

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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