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Dioníso: animais dionisíacos

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Dioníso: animais dionisíacos

O cisto e a serpente dionisíaca  – O cisto místico é a caixa ou cesto no qual se encerravam os objetos sagrados que serviam ao culto de Dioníso.

O cisto é um emblema que se encontra em inúmeros monumentos dionisíacos; quase sempre está unido à serpente, como verificamos nas medalhas chamadas cistóforos. A serpente, que já vimos estar ligada a Esculápio, encontra naturalmente o seu lugar ao lado das imagens de Dioníso, por motivo das virtudes curativas que se atribuíam ao vinho.

Os animais dionisíacos – O tigre, a pantera e o lince acompanham habitualmente o cortejo de Dioníso, nas cenas em que o jovem deus é representado como triunfante. A presença deles bastaria para afirmar o caráter oriental que se encontra em todas as lendas que lhe constituem o mito.

O burro que traz Sileno se explica naturalmente, pois Sileno é o pai nutridor de Dioníso. Esse burro, aliás, é famoso pelo papel que desempenhou na luta dos deuses contra os gigantes: tendo percebido o exército inimigo em ordem de batalha, pôs-se a zurrar de tal maneira que todos os gigantes imediatamente fugiram.

A lebre aparece também em alguns monumentos, e o seu caráter simbólico está bem determinado pelo fato de os antigos fazerem dela símbolo de fecundidade. Vemo-la sob tal aspecto num vaso que representa Líber e Libera; Líber é o nome que os latinos davam habitualmente a Dioníso, e Libera, a deusa que lhe está ligada, parece ser a mesma que Ariadne ou Persefone. Essas duas divindades estão sentadas nos dois lados de uma eminência que forma uma espécie de gruta. Um velho sátiro apresenta à Libera um ovo, outro emblema de fecundidade, e uma lebre, que corresponde à mesma idéia, está situada perto de Líber, o qual empunha o tirso dionisíaco.

Por análogas razões, o carneiro, o bode e o touro figuram freqüentemente nos monumentos relativos ao culto de Dioníso. A cabeça de carneiro é emblema conhecidíssimo, e o bode, de quem os pãs e os sátiros, sequazes de Dioníso, tiraram a forma, era o animal que se sacrificava mais especialmente ao deus que faz amadurecer os frutos. Num antigo camafeu, depara-se-nos o sacrifício do bode; o animal está retido por um jovem sátiro, diante do qual se acha uma bacante deitada, que segura um tirso e pega um tímpano suspenso de uma árvore. As suas homenagens se dirigem a uma pequenino Dioníso barbudo, com o costume lídio e uma taça.

Havia, aliás, uma razão mitológica para que o bode fosse mais especialmente o animal de Dioníso. Seu pai Zeus, para subtraí-lo às perseguições de Hera, tinha-o, segundo certas tradições, metamorfoseado em cabrito, na mocidade. Numa medalha de Laodicéia, capital da Frigia, vemos Zeus segurando nos braços o pequeno Dioníso, e ao lado do rei dos deuses surge o jovem cabrito, cuja forma o menino vai revestir.

Como símbolo da agricultura, Dioníso, que freqüentemente se liga a Demeter, reveste-se por vezes da forma de touro, animal gerador que personifica a fecundidade da terra. Uma linda pedra gravada do gabinete das Medalhas nos mostra o touro dionisiaco, ou baquico, caracterizado pelo tirso que lhe vemos aos pés.

Esse emblema parece que tem a sua origem no Egito. Osíris, que é para os egípcios uma personificação do sol e mais particularmente do sol poente, pois que reina sobre os mortos, encarna-se sob a forma de boi, Ápis; e Dioníso. que tem sido freqüentemente assimilado a Osíris, devia naturalmente revestir-se da mesma forma. O touro aparece freqüentemente nas festas dionisíacas..

Hébon, divindade da Campânia, por vezes identificado com Dioníso, era representado sob a forma de touro de rosto humano, barbudo. Julgaram muitos reconhecê-lo nas medalhas da Itália do sul, nas quais está fixado esse emblema. Mas atualmente está quase demonstrado que esses touros humanos são em quase toda parte a representação de um rio local e não têm, por conseguinte, senão relação pelo menos assaz indireta com o culto de Dioníso.

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Dioníso inspirado  – A inspiração que nasce da embriaguez fez com que se atribuíssem a Dioníso algumas das qualidades que, habitualmente, constituem o apanágio de Apolo, o deus inspirador por excelência. Essas duas divindades estão reunidas num medalhão de Adriano, onde as vemos colocadas num carro puxado por uma cabra e uma pantera. Dioníso empunha o seu tirso, Apolo a lira; Eros, montado na cabra, parece conduzi-los, tocando a flauta dupla.

“Dioníso e Apolo, diz Creuzer, se opõem. Estavam reunidos em Delfos pelo culto e pelas representações figuradas. Mas tal reunião nada mais era que a conseqüência da sua oposição que se encontrava até no contraste dos hinos característicos dedicados a uma e outra divindade; a Apolo (a unidade) o peão grave e simples; a Dioníso (a multipli cidade) o ditirambo variado e desordenado. Daí a agitação das festas dionisíacas, comparada à regular ordenação das de Apolo. Daí Dioníso às vezes criança, outras rapaz, outras homem feito, outras ancião; Apolo, pelo contrário, sempre semelhante a si próprio, dotado de mocidade eterna e divina.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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