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San Martín, “Libertador” da América espanhola

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San Martín, “Libertador” da América espanhola

José Francisco de San Martín nasceu em Reducción de Yapeyú, na então denominada governação de Misiones, actual Província de Corrientes, Argentina, em 25 de Fevereiro de 1778. Foi um militar argentino, cujas campanhas foram decisivas para as independências da Argentina, do Chile e do Peru. Ao lado de Simon Bolívar, é considerado uma das maiores referências do movimento revolucionário pela libertação da América de colonização espanhola. Na Argentina, é reconhecido como o pai da Nação e valorizado como o principal herói nacional. No Peru, é considerado como o libertador do país, com os títulos de “Fundador da Liberdade do Peru”, “Fundador da República” e “Generalíssimo das Armas”. O Exército chileno o reconhece como Capitão General (BARMAIMON; KOYOUNIAN, 2012).

Em 6 de Dezembro de 1783, aos cinco anos de idade, com uma estada anterior em Buenos Aires, viajou para a Espanha com a sua família, lá iniciando os seus estudos no Real Seminário de Nobles de Madrid e, posteriormente, na Escuela de Temporalidades de Málaga, em 1786. Mais tarde, com onze anos, ingressa no exército como cadete no Regimento de Infantaria de Murcia, localizado em Málaga, em 21 de Julho de 1789 (VIGUERA, 1997).

No exército, logo em 1793, ascendeu ao posto de 2º Subtenente por seu valor e destreza no combate contra os franceses nos Pirenéus. Em 28 de Julho de 1794, foi alçado ao posto de 1º Subtenente e, em 8 de Maio de 1795, foi elevado a Tenente. Em 1802, atingiu o grau de 2º Ajudante e chegou a Capitão, aos 27 anos, em 2 de Novembro de 1804. Como militar, lutou no norte da África e, mais tarde, contra o domínio napoleónico da Espanha, participando da Batalha de Bailén, em 1808, e também na de La Albuera, em 1811.

Encerrada a Batalha de Bailén, em 11 de Agosto de 1808, San Martín foi elevado ao grau de Tenente Coronel, sendo homenageado com uma medalha de ouro – La Medalla de Oro de los Héroes de Bailén – condecoração militar outorgada por decreto da Junta Suprema de Sevilha, por seu heroísmo no campo de batalha (SEGADO-UCEDA, 2011). Depois disso, retorna a Cádis, onde conhece Bernardo Riquelme (O´Higgins), que lhe ajudaria nas guerras de independência americanas.

Em 1812, San Martin decide que não deve continuar a serviço do Rei Fernando VII, por entender que ele não construía uma base sólida para lutar contra o absolutismo e a imoralidade. Regressa então a sua terra natal, desembarcando no porto de Buenos Aires em 13 de Maio daquele ano.

Antes de voltar a Buenos Aires, ao deixar a sua carreira militar na Espanha, viajou para a Inglaterra, onde, através da Maçonaria Azul ou inglesa, entrou em contacto com outras personalidades que aspiravam lutar pela Independência das colónias sul-americanas da Espanha. Alguns registros indicam que San Martin teria ingressado na Maçonaria apresentado pelo escocês Lord Macduft, sendo que foi nos encontros maçónicos secretos que incorporou o ideal de libertação das nações da América Espanhola (BENTO, 2016; SEGADO-UCEDA, 2011).

Segundo Corbière (2004), San Martín foi iniciado na Logia Integridad de Cádis (Espanha) e também teria pertencido à Logia de los Caballeros Racionales ou Logia Lautaro. Posteriormente, relacionou-se com muitos hispano-americanos residentes em Londres, passando a fazer parte da Logia Gran Reunión Americana, fundada em 1798 pelo herói venezuelano Francisco de Miranda, onde foi exaltado ao grau de Mestre Maçom em 6 de Maio de 1808. Também foi na Inglaterra, após ter deixado a Espanha, que conheceu Carlos Maria de Alvear, Maçom, militar e político argentino, com quem mais tarde – ao voltar para a Argentina – fundaria em Buenos Aires a Loja que também recebeu a denominação de Logia Lautaro.

Fonte: Jean Baptiste Madou. Museu Histórico Nacional. O retrato mais canónico de José de San Martín. 1827/1829. [1]

Na região do Rio da Prata, a Ordem Maçónica já estava constituída antes do retorno de San Martin, desde o século XVIII, com a Logia Independencia, de 1795, de importante influência espanhola e não inglesa. Em 1810, teria sido fundada outra Loja, de mesmo nome – Logia Independencia -, também conhecida como Logia de San Juan, sob as ordens do Dr. Julián Álvarez, jurista e político argentino-uruguaio. Dois anos depois, em 1812, então em Buenos Aires, San Martín, Alvear e José Matias Zapiola, este também militar e político argentino, os três já com o 5º grau na Arte Real, fundaram um Triângulo Maçónico, que constituiria a base da futura Logia Lautaro. A denominação da Loja – Lautaro – foi dada em homenagem a um destacado líder Mapuche, que na Guerra de Arauco (1536-1810) defendeu a terra dos seus antepassados durante a primeira fase da conquista espanhola do território, que posteriormente tornar-se-ia o Chile. José de San Martín, seguindo a velha tradição de adoptar nomes simbólicos ou iniciáticos, era conhecido entre os lautarinos como Hermano Inaco.Alguns historiadores afirmam que a Logia Lautaro não era estritamente maçónica, mas sim um grupo revolucionário que tomara elementos e símbolos maçónicos como base da sua organização, o que seria funcional para o seu carácter de sociedade secreta (BENIMELI, 2012). Os documentos, no entanto, mostram que se tratava de uma Loja operacional sim, mas que também teria objectivos revolucionários.

Uma vez em Buenos Aires, foi-lhe confiada a criação do Regimento de Granadeiros a Cavalo, que hoje leva o seu nome, com o qual obteve a primeira vitória na Batalha de San Lorenzo. Mais tarde, foi-lhe entregue a chefia do Exército do Norte, substituindo o General Manuel Belgrano, quando então concebeu o seu plano de emancipação sul-americana, entendendo que o triunfo patriota só se consolidaria com a eliminação de todos os núcleos monarquistas do continente.

Ao ser nomeado governador de Cuyo, com sede na cidade de Mendoza, em 1814, deu início ao seu projecto, com os seguintes objectivos: a) primeiro: organizar o Exército dos Andes; b) segundo: cruzar com ele a cordilheira do mesmo nome; c) terceiro: liderar a libertação do Chile, nas batalhas de Chacabuco e Maipú; quarto: usar a frota organizada no Chile para atacar o centro do poder espanhol na América do Sul, na cidade de Lima, declarando a independência do Peru, em 1821.

Em 1813, aos 35 anos, começou a sua gloriosa trajectória militar na América espanhola. O seu nome começa a ser conhecido depois do triunfo em San Lorenzo, quando evitou que os realistas vindos de Montevidéu desembarcassem num pequeno porto próximo de Buenos Aires. Posteriormente, a sua actuação vitoriosa na batalha de Chacabuco, em Fevereiro de 1817, e a derrota que impôs às forças espanholas em Maipú, em 5 de Abril de 1818, consolidando a independência do Chile, e a ocupação de Lima, Peru, em Julho de 1821, o consagraram como um genial estrategista.

Fonte: Juan Lepiani (1864-1933). San Martín proclama a independência do Peru em 28 de Julho de 1821, em Lima, Peru. [2]

Por estes feitos, segundo alguns historiadores, San Martin deve ser colocado ao lado de Aníbal e Napoleão. Aqueles que assim o consideram ainda destacam que o feito de San Martin foi superior ao de Aníbal, pois este atravessou os Alpes por caminhos já transitados à época, podendo levar consigo elefantes, carros e grupos de abastecimento. Ao contrário, no Cruze de los Andes San Martin levou a sua tropa por caminhos íngremes e tortuosos, a 3.000 metros de altura, intransitáveis no Inverno devido à neve, que só permitiam marcha em fila indiana, impossibilitando assim que levasse veículos, de modo que a sua artilharia, munições e víveres tiveram que ser transportados em lombo de mulas; um feito heróico (VIGUERA, 1997). Desta forma, San Martin pode ser considerado um dos maiores generais do século XIX.Pouco depois destas conquistas, San Martin exerce por um ano o cargo de Protector do Peru, durante o qual proclamou a liberdade de imprensa, fomentou a instrução, corrigiu o sistema penal, aboliu os tributos que sobrecarregavam os índios e decretou a libertação dos escravos nascituros. No entanto, as circunstâncias políticas o impediram de concluir o seu trabalho. Após encontrar-se com Simon Bolívar, na famosa “Entrevista de Guayaquil”, em 26 e 27 de Julho de 1822, abandonou a vida pública, depois de ceder o seu exército a Bolívar, para que este assim finalizasse a libertação do Peru.

Após o falecimento da sua esposa, em Buenos Aires, San Martín decidiu partir para a Europa, fixando-se em Paris, em 1824, com o objectivo de propiciar uma boa educação à sua única filha Mercedes San Martin de Balcarce. Com poucos recursos, tendo em vista não se ter preocupado em acumular fortuna durante as suas conquistas, recebeu ajuda financeira de um velho amigo espanhol, Don Alejandro Aguado. Em 1825, portanto após o seu retorno à Europa, depois de comandar as guerras pela independência, em Bruxelas Saint Martin recebeu da Loja La Parfaite Amitié uma medalha maçónica com a sua efígie, em reconhecimento ao seu trabalho na Revolução Americana.

Em 1828, tentou retornar a Buenos Aires, mas acabou ficando um breve período em Montevidéu, retornando depois à Europa, onde estabeleceu-se em definitivo em Boulogne-sur-Mer, França, falecendo nessa localidade aos 17 de Agosto de 1850, na companhia da sua filha e do seu genro.

Trinta anos depois, em 1880, os seus restos mortais foram repatriados para a Argentina, estando hoje depositados no mausoléu situado na Catedral Metropolitana de Buenos Aires. O mausoléu, obra do escultor francês Albert Carrier-Belleuse, consiste de um sarcófago negro guardado por três esculturas femininas, que representam a Argentina, Chile e Peru, os três países por ele libertados do colonialismo espanhol. Nele também pode-se ler a seguinte inscrição:

“Triunfou em San Lorenzo, afirmou a independência argentina, passou os Andes, levou a sua bandeira emancipadora ao Chile, ao Peru e ao Equador”.

A guarda dos restos do General San Martin é realizada sempre por dois Granadeiros, de modo que o mausoléu nunca fica sozinho. Há toda uma cerimónia feita diariamente entre sete guardas, que representa fidelidade, amor e admiração por San Martin. Isto começou no dia 28 de Maio de 1880, quando os restos do General chegaram em Buenos Aires a bordo do navio Villarino. Nesta época, estavam vivos os últimos sete Granadeiros do seu exército, que, ao saberem da chegada dos restos mortais do seu líder, colocaram os seus uniformes e foram a cavalo para recebê-lo. Os sete escoltaram o caixão até a Catedral de Buenos Aires e lá ficaram de guarda durante toda a noite, por vontade própria, tal era a admiração que tinham pelo General. De manhã, eles despediram-se e voltaram para as suas respectivas casas. Naqueles dias, não se soube os nomes dos sete granadeiros. Segundo consta em alguns sítios da Internet, a foto a seguir mostra parte dos sete Granadeiros que escoltaram San Martin.

Fonte: Autor desconhecido. Parte do grupo de Granadeiros que escoltou os restos mortais de San Martin, em 1880. [3]

Vinte e três anos depois, em 29 de Maio de 1903, foi decretado pelo presidente Júlio Roca que o Regimento dos Granadeiros fosse recriado, bem como que deveriam usar o mesmo uniforme histórico desenhado pelo General. Depois de quatro anos, o presidente Figueroa Alcorta designou o Regimento como escolta presidencial. Desde essa época, todas as manhãs um grupo de sete Granadeiros marcha da Casa Rosada até a Catedral; chegando lá, dois deles montam guarda ao lado do mausoléu do General San Martin por duas horas, quando então os outros cinco chegam e trocam a guarda. Ao final do dia os sete voltam para a Casa Rosada.


Fonte:
 Marco Antonio Correa Flores. Mausoléu General José de San Martín no interior da Catedral de Buenos Aires, Argentina. 2019. [4]

Segundo Machado (1966) San Martin foi um homem de inteligência superior e aberta, com espírito claro, recto e privilegiado. Lógico e preciso no seu modo de julgar as coisas, era compreensivo e de vontade constante. Nele predominava regularidade, ponderação, calma, sem precipitações. Não era impulsivo, mas sim reflexivo, calmo, prudente e moderado nos seus movimentos. Com uma linha de conduta irretocável, honesta e escrupulosa, foi um homem dotado de espírito empreendedor, de amor à pátria, sem ambição para se impor, a ponto de preferir renunciar para não se colocar como um obstáculo à emancipação americana.Um aspecto da sua personalidade e também digno de ser registrado era a sua paixão pelos livros. O primeiro dos seus acervos, que o acompanhou desde Cádis a Buenos Aires, Mendoza, Santiago e Lima, ficou depositado na Biblioteca Nacional de Lima, Peru. O segundo, foi doado em 1856 à Biblioteca Pública de Buenos Aires. Este facto é surpreendente, na medida em que não era usual que um personagem cuja vida transcorria de batalha em batalha tivesse tanta preocupação com livros, educação e cultura. Em 1817, por exemplo, ao receber do Cabildo de Santiago do Chile a quantia de dez mil pesos em ouro, como mostra de reconhecimento e gratidão, ele agradeceu e manifestou a sua intenção de doar o valor para a criação de uma biblioteca nacional. Deve-se destacar ainda que uma das suas primeiras medidas de governo no Peru foi um decreto que determinou a criação, em Agosto de 1821, da Biblioteca Nacional de Lima (ESCUDERO, 2007). Atitude igualmente nobre ele teve quando o governo chileno lhe ofereceu como presente, pela vitória em Maipú, seis mil pesos e alguns objectos valiosos. Ele gentilmente recusou a oferta, dizendo o seguinte: “Não são tempos para tanto luxo…”.

Finalizando, citamos um relato interessante, e também merecedor de registro, sobre a história do sabre adquirido por San Martin, em Londres, em 1811. A arma branca, que o acompanhara em todas os campos de batalha na luta pela libertação da América do domínio espanhol, tinha permanecido na Argentina quando do seu retorno à Europa. Segundo Roca (2012), onze anos depois de se mudar para a França, ou seja, em 1835, San Martin escreve uma carta para o seu genro, solicitando-lhe o envio do sabre, o que foi realizado pessoalmente por ele, em 1837.

Em 1844, seis anos antes da sua morte, San Martin redige o seu testamento, no qual determina que o sabre deveria ser entregue ao General da República Dom Juan Manuel de Rosas, que recebeu o objecto e o conservou até à sua morte, em 1877, deixando-o por testamento ao seu melhor amigo, Juan Terrero. Além disso, Rosas também determinou que, após o falecimento de Terrero, o sabre deveria ser entregue ao seu filho mais velho, Máximo Terrero, que era casado a única filha de Rosas, Manuelita. Assim, em 1885, o sabre volta à família Rosas (ROCA, 2012).

Em 1896, o então criador e director do Museu Histórico Nacional, em Buenos Aires, Adolfo P. Carranza, envia uma carta à Manuelita, solicitando a doação do objecto ao referido museu. A concordância deu-se, porém com a condição de que o sabre deveria ser recebido, quando chegasse a Buenos Aires, por seu sobrinho Juan Manuel Ortiz de Rosas, neto do general Rosas. Assim, o sabre chega à capital do país e permanece em exposição no museu.

Em 12 de Agosto de 1963, alguns membros da Juventude Peronista ingressam no recinto e apoderam-se do sabre, deixando uma carta ao povo argentino, considerando o episódio como um acto de heroísmo. Dias depois, o grupo emite outro comunicado, estabelecendo uma série de condições para devolução do sabre, entre as quais a ruptura com o FMI e o retorno ao país de Juan Domingo Perón, que se encontrava exilado naqueles anos. Onze dias depois, o sabre foi recuperado por um membro do exército, ficando sob a custódia do Regimento de Granadeiros a Cavalo, sendo devolvido ao museu em 17 de Agosto de 1964 (ROCA, 2012).

No entanto, a história não termina aí. Um ano depois, em 19 de Agosto de 1965, novamente o sabre foi subtraído da sede do Regimento por um grupo armado, caracterizado à época pelos jornais como um grupo peronista de actuação pró-castrista. Em 4 de Junho o sabre reapareceu, depois de dez meses de investigação silenciosa, sendo devolvido ao regimento. Aí começa então um embate entre o Museu e o Regimento pela posse da arma que pertencera a San Martin.

Depois de trinta anos de disputa sobre onde deveria ficar depositado o sabre: no Regimento, no Museu Histórico Nacional ou no Instituto Nacional Sanmartiniano, que também o tinha reivindicado, uma réplica do mesmo foi entregue pelo Regimento ao director do museu, em cerimónia comemorativa, em 4 de Março de 1997. Considerado como uma extensão da figura do seu dono, portanto vinculado à história mítica da origem da nação argentina, o sabre permanece hoje na sede do Regimento, que permite a visitação pública para apreciá-lo mediante uma solicitação prévia e por escrito ao comandante daquela unidade militar (ROCA, 2012).

Por último, rendemos as nossas homenagens ao grande Libertador, com as palavras de Quinto Horácio Flaco (65 a.C. – 8 a.C.): Ode 3, 30, que bem poderiam ser as suas: “Mais perene que o bronze um monumento ergui, mais alto e régio que as pirâmides, nem o roer da chuva nem a fúria de Áquilo o tocarão, tampouco o tempo ou a série dos anos.”.

Rubens Pantano Filho – M:. M:. da ARLS Cedros do Líbano II – GOB-SP – Valinhos/SP.

Notas

[1] Disponível em: https://commons.wikimedia.org/. Acesso em: 10 Ago. 2020.

[2] Disponível em: https://commons.wikimedia.org/. Acesso em: 10 Ago. 2020.

[3] Disponível em: https://www.taringa.net/. Acesso em: 10 Ago. 2020.

[4] Disponível em: https://commons.wikimedia.org/. Acesso em: 05 Ago. 2020.

Referências

  • BARMAIMON, Enrique; KOYOUNIAN, Pedro. História General San Martin: aspectos de su salud. 2012. Disponível em: https://www.bvssmu.org.uy/servicios/ToC/HistoriaGeneralSanMartin.pdf. Acesso em: 10 jul. 2020.
  • BENIMELI, José Antonio Ferrer. Aproximación a la historiografia de la masonería latinoamericana. Revista de Estudios Históricos de la Masonería. V. 4, n. 1, mayo-nov. 2012, p. 1-121. Costa Rica.
  • BENTO, Claudio Moreira. Homenagem ao Bicentenário da Independência da Argentina. Disponível em: http://www.ahimtb.org.br/HOMENAGEM%20A%20O%20BICENTEN%C3%81RIO%20DA%20INDEPEND%C3%8ANCIA%20DA%20ARGENTINA,%20DA%20FAHIMTB.pdf. Acesso em: 12 jul. 2020.
  • CORBIERE, Emilio J. La masonería (1: Política y sociedades secretas). Buenos Aires: De Bolsillo, 2004.
  • ESCUDERO, Antonio Gutiérrez. José de San Martin: rasgos de su personalidad. Revista Iberoamericana de Filosofía, Política y Humanidades, nº 18, 2007, p. 319-337.
  • MACHADO, Sebastião Romano. A personalidade de San Martin. Revista de História, v. 33, nº 68, 1966, p. 417-459.
  • ROCA, Andrea. A Vida Social de um Emblema Nacional: o caso do sabre do General José de San Martín (1778-1850). Revista Mana, 18(1), p. 121-149, 2012.
  • SEGADO-UCEDA, Manuel Jesús. José Francisco de San Martin. De héroe a proscrito. Revista Digital de Historia, Arqueología e Historia del Arte. n. 2, 2011, p. 30-39. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3980203 Acesso em: 10 jul. 2020.
  • VIGUERA, Enrique de La Vega. José de San Martin, militar, español y argentino. Disponível em: http://institucional.us.es/revistas/rasbl/26/art_2.pdf. Acesso em: 10 jul. 2020.

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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