A Iniciação simbólica XXXV
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
A cerimônia através da qual são recebidos os candidatos em nossa Associação, é uma pura fórmula arbitrária ou existe nela um significado e uma importância que escapam à observação superficial, e se revelam a uma consideração mais cuidadosa e a um estudo mais profundo?
Está pergunta cada maçom tem o privilégio de responder individualmente na proporção de seu entendimento, e a iniciação, assim como a Maçonaria de modo geral, serão para ele o que ele mesmo nelas reconhecer e realizar. Será esta uma sociedade mundana, e aquela uma simples cerimônia exterior, para quem as considerar com espírito profano e mundano. Será uma Instituição Iniciática e uma cerimônia simbólica (cuja compreensão despertará seu espírito) para quem a estudar e considerar com o propósito de encontrar a verdade: Realidade profunda que constantemente se oculta sob a aparência exterior das coisas.
Para isto é necessário examinar e estudar os diferentes elementos que compõem esta cerimônia, buscando o íntimo significado de cada um deles e seu valor em termos de vida, para aplicação operativa no místico Caminho da existência ao qual deve ser relacionado, para que a cerimônia possa ser individualmente vivida e realizada, e para que aquele que foi recebido Maçom, de uma forma puramente formal e simbólica, se torne efetivamente isso, transformando-se, com o esforço individual, de pedra bruta em pedra lavrada ou filosófica, do estado de homem escravo de seus vícios, erros e paixões, em Obreiro Iluminado da Inteligência Criativa que mora em seu coração, e no do mundo exterior.
Por intermédio deste estudo veremos como as duas características fundamentais de nossa Instituição (a iniciática e simbólica) estão perfeitamente expressadas na cerimônia de recepção do Aprendiz, e como, neste grau, se resume todo o programa da Maçonaria. Assim, na mesma cerimônia, encontram-se alegoricamente reunidos todos aqueles elementos cuja íntima compreensão e prática realização fazem operativa a cerimônia da iniciação.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











