Bento Gonçalves da Silva
Bento Gonçalves da Silva (1788–1847) foi o principal líder da Revolução Farroupilha e também maçom, iniciado na Loja Maçônica Philantropia e Liberdade, em Porto Alegre, no início da década de 1830. Sua trajetória militar e política esteve profundamente ligada aos ideais de liberdade e republicanismo, valores que dialogavam diretamente com sua vida maçônica.
Biografia de Bento Gonçalves da Silva
Nascimento: 23 de setembro de 1788, em Triunfo, Rio Grande do Sul.
Família: Filho de Joaquim Gonçalves da Silva e Perpétua da Costa Meireles.
Carreira militar:
Ingressou jovem na vida militar, participando da Campanha da Cisplatina e da Guerra contra Artigas.
Tornou-se estancieiro e líder político no Rio Grande do Sul, defendendo maior autonomia para a província.
Revolução Farroupilha (1835–1845):
Foi o primeiro presidente da República Rio-Grandense, proclamada em Piratini em 1836.
Liderou tropas contra o Império, defendendo ideais republicanos e federalistas.
Preso em 1836, foi levado ao Rio de Janeiro, mas conseguiu fugir em 1837, retornando ao comando da revolução.
Falecimento: 18 de julho de 1847, em Pedras Brancas (atual Guaíba), Rio Grande do Sul.
Participação Maçônica
Iniciação: Bento Gonçalves foi iniciado na Loja Maçônica Philantropia e Liberdade, em Porto Alegre, por volta de 1831.
Atuação:
Tornou-se ativo nos círculos maçônicos, defendendo ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
A Maçonaria serviu como espaço de articulação política, reunindo líderes que apoiavam reformas e o republicanismo.
Outros fatos ligados:
Muitos líderes farroupilhas eram maçons, como Domingos José de Almeida e Antônio de Souza Neto, o que reforça a influência da Ordem na revolução.
A simbologia maçônica esteve presente em documentos e discursos da República Rio-Grandense, refletindo valores de autonomia e soberania popular.
Bento Gonçalves manteve relações próximas com outras Lojas do Rio Grande do Sul, que funcionavam como núcleos de resistência e debate político.
Legado
Bento Gonçalves é lembrado como herói da Revolução Farroupilha e símbolo da luta pela liberdade e autonomia regional. Sua ligação à Maçonaria reforça o papel da Ordem como espaço de formação de lideranças e difusão de ideias republicanas no Brasil do século XIX.
Ele representa o perfil do militar-estancieiro e maçom, que uniu armas e ideais para construir um projeto político alternativo ao Império. Sua memória permanece viva na cultura gaúcha e na história nacional como exemplo de coragem e liderança.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











