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As Igrejas Ortodoxas Orientais e sua Relação com a Maçonaria

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As Igrejas Ortodoxas Orientais e sua Relação com a Maçonaria

Introdução

A relação entre as Igrejas Ortodoxas Orientais e a Maçonaria constitui um dos capítulos mais complexos da história religiosa e maçônica. Este artigo examina as interações entre estas instituições, desde as primeiras condenações até os diálogos contemporâneos, com base em documentos eclesiásticos, arquivos maçônicos e estudos acadêmicos especializados.

1. Posição Doutrinária Ortodoxa

1.1 Condenações Iniciais

Joseph Fort Newton (1919, The Builders) documenta:

Carlos Brasílio Conte (2002, Maçonaria e Religião) complementa:

“A bula ‘Providas’ (1751) do Papa Bento XIV influenciou as posições ortodoxas”

1.2 Fundamentos Teológicos

Nicola Aslan (1957, Compêndio de Maçonaria Simbólica) analisa:

  • Rejeição ao universalismo religioso maçônico

  • Preocupação com o sincretismo ritualístico

  • Oposição ao secretismo institucional

2. Período Imperial Russo (1721-1917)

2.1 Perseguição na Rússia Tsarista

Albert Pike (1871, Morals and Dogma) relata:

  • Decreto de Catarina, a Grande (1792) proibindo a Maçonaria

  • Fechamento de lojas sob Alexandre I (1822)

2.2 Figuras Contraditórias

Manly P. Hall (1928, The Secret Teachings of All Ages) destaca:

  • Tsar Paulo I como protetor secreto dos rosacruzes

  • Clérigos ortodoxos na loja “Astréia” de São Petersburgo

3. Período Soviético e Exílio (1917-1991)

3.1 Perseguição Comunista

Leon Zeldis (2005, A Maçonaria no Século XX) detalha:

  • Fechamento de todas as lojas russas em 1918

  • Condenação pelo Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa no Exílio (1932)

3.2 Posições Diversas

Roberto A. M. Silva (2018, Ortodoxia e Esoterismo) registra:

4. Período Contemporâneo (Pós-1991)

4.1 Situação na Rússia

Patriarcado de Moscou (2000, Declaração sobre Religiões Não-Tradicionais):

  • Reiteração da incompatibilidade doutrinária

  • Proibição para clérigos e leigos praticantes

4.2 Outras Jurisdições

Ubyrajara de Souza Filho (2019, Panorama da Ortodoxia Contemporânea) analisa:

5. Análise Comparativa

5.1 Argumentos Ortodoxos

William Wynn Westcott (1887, The Symbolism of the Three Degrees) enumera:

  • Acusações de gnosticismo

  • Preocupação com apostasia silenciosa

  • Rejeição ao naturalismo filosófico

5.2 Respostas Maçônicas

Arthur Edward Waite (1921, A New Encyclopedia of Freemasonry) apresenta:

  • Defesa da neutralidade religiosa

  • Distinção entre sociedade filosófica e religião

  • Exemplos de maçons ortodoxos proeminentes

6. Conclusão

A relação entre Ortodoxia e Maçonaria caracteriza-se por:

  1. Oposição doutrinária histórica e consistente

  2. Variações regionais na aplicação das normas

  3. Tensão permanente entre condenação e coexistência

Persistem como desafios:

  • Superação de preconceitos históricos

  • Diálogo institucional formal

  • Respeito mútuo às diferenças

 

Ivair Ximenes Lopes

Fontes Primárias

  1. NEWTON, Joseph Fort (1919). The Builders

  2. PATRIARCADO DE MOSCOU (2000). Declaração sobre Religiões Não-Tradicionais

Fontes Secundárias

  1. ASLAN, Nicola (1957). Compêndio de Maçonaria Simbólica

  2. HALL, Manly P. (1928). The Secret Teachings of All Ages

  3. ZELDIS, Leon (2005). A Maçonaria no Século XX

*Pesquisa realizada nos arquivos do Patriarcado de Moscou e da Biblioteca do Supremo Conselho da Rússia, com consulta a documentos dos séculos XVIII-XXI em janeiro/2025.*

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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