Abraham Alexander
Ao longo dos meus estudos sobre a gênese do Rito Escocês Antigo e Aceito, poucos nomes me despertaram tanta admiração quanto o de Abraham Alexander.
Ele não foi um general, nem um filósofo de renome, nem um homem de fortuna. Foi, antes de tudo, um cantor litúrgico — um hazzan que, com a sua voz e a sua fé, liderou uma das mais antigas congregações judaicas da América por duas décadas, sem qualquer remuneração. Mas foi também um maçom visionário, que ajudou a fundar o primeiro Supremo Conselho do REAA e a estabelecer a estrutura que perpetuaria os Altos Graus para a posteridade.
Os "Onze Cavalheiros de Charleston" foram um grupo de onze maçons que se reuniram em 31 de maio de 1801 na cidade de Charleston, Carolina do Sul, para fundar o primeiro Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) do mundo, que se tornaria o "Supremo Conselho Mãe do Mundo".
Os membros deste grupo histórico são: Abraham Alexander, Isaac Auld, Thomas Bartholomew Bowen, Frederick Dalcho, Jean-Baptiste Marie Delahogue, Emanuel De La Motta, Israel de Lieben, Moses Clava Levy, James Moultrie, John Mitchell e Auguste de Grasse-Tilly. Este evento marcou a criação formal do REAA como um sistema de 33 graus e estabeleceu a Jurisdição Sul dos Estados Unidos.
A sua vida, marcada pela dedicação à comunidade, pela lealdade à Ordem e por um amor que o levou a sacrificar o seu posto, é um testemunho de que a verdadeira grandeza não se mede pela riqueza ou pelo poder, mas pela integridade e pela capacidade de servir. Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória, a obra e as curiosidades desse que é, justamente, um dos "Onze Cavalheiros de Charleston".

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