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A Casa de Orléans e Bragança – Ramo de Vassouras

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A Casa de Orléans e Bragança

O Ramo de Vassouras e a Continuidade da Coroa Imperial Brasileira

A Linhagem de Vassouras e a Perpetuação da Coroa Imperial do Brasil

Para diversos adeptos do monarquismo, o Ramo de Vassouras, integrante da Casa de Orléans e Bragança, é reconhecido como a sucessão legítima ao trono brasileiro desde o fim do regime imperial em 1889.

Essa linhagem tem origem em Dom Luís de Orléans e Bragança, segundo filho da Princesa Isabel — então herdeira do Império — e do Conde d’Eu, unindo assim as tradições das Casas de Bragança e de Orléans.

A expressão “Ramo de Vassouras” designa a descendência de Luís de Orléans e Bragança, que era o segundo filho e sucessor dinástico da princesa Isabel. A denominação provém do município fluminense de Vassouras, onde seu filho, Pedro Henrique de Orléans e Bragança, estabeleceu residência definitiva após ter vivido alguns anos como agricultor em Jacarezinho, no Paraná.

Em 1908, o príncipe Pedro de Alcântara, também segundo filho da Princesa Isabel, pretendia casar-se com a condessa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz, nobre do Reino da Boêmia que, embora pertencente à aristocracia, não descendia de dinastia reinante. Ainda que a Constituição do Império brasileiro não exigisse uniões entre iguais para membros da família imperial, estabelecia que o matrimônio do herdeiro do trono dependia da autorização do soberano.

Na condição de chefe da Casa Imperial Brasileira, a princesa Isabel defendia a observância dos costumes reais, segundo os quais membros da realeza deveriam unir-se a pares de igual estirpe. Pedro de Alcântara desejava contrair núpcias com a bênção materna e, após negociação, obteve sua anuência mediante a condição de renunciar à posição na linha sucessória. Assim, em 30 de outubro de 1908, ele abdicou formalmente de seus direitos ao trono brasileiro.

Com essa renúncia, seu irmão Luís — noivo e posteriormente esposo da princesa Maria Pia das Duas Sicílias — tornou-se herdeiro de sua mãe e possível sucessor dos direitos relativos ao trono imperial extinto. Contudo, Luís faleceu precocemente em consequência de enfermidade contraída enquanto servia nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial.

Os direitos dinásticos de D. Isabel foram então transmitidos a seu neto Pedro Henrique, filho de Luís, fundando-se assim o Ramo de Vassouras.

Pedro Henrique faleceu em 5 de julho de 1981, na cidade de Vassouras, vítima de doença pulmonar, sendo sucedido por seu filho mais velho, Luiz. Após o falecimento deste em 15 de julho de 2022, em razão de complicações médicas, Bertrand assumiu a chefia da linhagem, figurando atualmente como o herdeiro do extinto trono imperial brasileiro.

Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil.

Anos mais tarde, a validade da renúncia de Pedro de Alcântara foi contestada por seus descendentes, que integram o chamado Ramo de Petrópolis. O litígio dinástico teve início em 1946, quando Pedro Gastão, filho primogênito de Pedro de Alcântara, rejeitou a abdicação paterna e reivindicou a chefia da Casa Imperial Brasileira. Após o falecimento de Pedro Gastão em 2007, seu filho mais velho, Pedro Carlos, declarou-se republicano, afastando-se da pretensão monárquica.

Origem da Casa de Orléans e Bragança

A Casa de Orléans e Bragança surgiu da união, em 1864, entre:

  • Princesa Isabel do Brasil, filha de Dom Pedro II, Imperador do Brasil

  • Gastão de Orléans, Conde d’Eu, neto do rei Luís Filipe I da França

Essa união consolidou uma casa imperial brasileira com fortes vínculos europeus, especialmente com França e Portugal.

A Renúncia e a Questão da Legitimidade

O primogênito da Princesa Isabel, Dom Pedro de Alcântara, renunciou formalmente aos seus direitos dinásticos em 1908, ao contrair casamento considerado não dinástico segundo os critérios vigentes.

Com essa renúncia, a sucessão imperial passou a seu irmão:

Dom Luís de Orléans e Bragança (1878–1920)

Dom Luís tornou-se, segundo a interpretação tradicional da Casa Imperial, o herdeiro legítimo do Trono do Brasil, dando origem ao Ramo de Vassouras, assim denominado por sua ligação histórica com a região fluminense associada ao Segundo Reinado.

Dom Luís de Orléans e Bragança

Dom Luís destacou-se por:

  • Atuação política e intelectual no exílio

  • Defesa da restauração da monarquia constitucional no Brasil

  • Participação como oficial voluntário na Primeira Guerra Mundial

Seu perfil conciliava tradição monárquica com valores modernos e constitucionais.Herdeiros do Ramo de Vassouras

Após Dom Luís, a chefia da Casa Imperial seguiu a linha sucessória:

  • Dom Pedro Henrique de Orléans e Bragança (1909–1981)

  • Dom Luiz de Orléans e Bragança (1938–2022) – amplamente reconhecido como Chefe da Casa Imperial

  • Dom Bertrand de Orléans e Bragança – atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, segundo o Ramo de Vassouras

Esses príncipes são considerados herdeiros dinásticos por movimentos monarquistas brasileiros.

Dom Bertrand de Orléans e Bragança

Dom Bertrand de Orléans e Bragança (nome completo: Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach) ComMM • GCNSC (Mandelieu-la-Napoule, França, 2 de fevereiro de 1941) é um advogado e escritor franco-brasileiro, membro da dinastia de Orleães e Bragança, descendente da família imperial brasileira e atual pretendente ao extinto trono do Império do Brasil (1822-1889). Sucedeu seu irmão, Luís Gastão, após sua morte em 15 de julho de 2022.

Bertrand é relacionado à Casa de Bragança (Portugal) e à Casa de Orleães (França) por meio de seu pai, e à Casa de Wittelsbach (Baviera) por sua mãe.

Reis, Rainhas e Imperadores Relacionados

Embora o Ramo de Vassouras não tenha reinado, seus membros descendem diretamente de:

Portanto, integram a linhagem direta dos Imperadores do Brasil, mantendo continuidade histórica e genealógica.

Relações com Outros Reinos e Casas Reais

O Ramo de Vassouras mantém laços históricos e familiares com:

Essas relações se estabeleceram por meio de casamentos dinásticos, exílio comum e convivência entre casas reais europeias no século XX.

Papel Político e Cultural no Brasil

O Ramo de Vassouras tem atuação marcante:

  • Na preservação da memória imperial brasileira

  • Na defesa do modelo de monarquia constitucional

  • Em debates históricos, culturais e institucionais

  • Na manutenção de símbolos e tradições do Império

Durante o plebiscito de 1993, a família foi referência simbólica do movimento monarquista.

Considerações Finais

A Casa de Orléans e Bragança – Ramo de Vassouras representa, para muitos brasileiros, a continuidade legítima da Coroa Imperial, baseada na renúncia formal do ramo primogênito e na sucessão dinástica tradicional.

Mesmo sem trono, a família mantém papel relevante na história, na memória nacional e no debate sobre as formas de governo no Brasil.

Autor Ivair Ximenes Lopes

Fontes Bibliográficas

  • CALMON, Pedro. História do Brasil.

  • SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador.

  • LIRA NETO. Princesa Isabel.

  • CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem.

  • VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial.

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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