Alberto Mansur
Com imenso pesar, a Ordem DeMolay brasileira perdeu seu fundador, Alberto Mansur, falecido na madrugada desta terça (17) no Rio de Janeiro.
Responsável pela vinda da organização para o Brasil em 1980, juntamente com integrantes do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, Mansur foi responsável pelo crescimento e expansão da Ordem DeMolay a partir do Capítulo Rio de Janeiro nº 001 e um dos grandes nomes da instituição em terras tupiniquins.
“Infelizmente, algumas circunstâncias afastaram parte da Ordem DeMolay brasileira do seu fundador, porém é impossível deixar de reconhecer a importância dele e de seu legado para a vida de milhares de jovens por todo o Brasil”, afirma o Grande Mestre Nacional, Ederson Velasquez, que desde a internação de Mansur solicitou que os Capítulos dedicassem orações a melhora dele.
Prestes a completar 90 anos, Alberto Mansur há algum tempo deixou de ser unanimidade quanto às atitudes, que culminaram com a formação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil, porém seu empenho, ainda na década de 1970, para trazer a Ordem DeMolay para o Brasil nunca deixou de ser reconhecido. “Apesar de todas as situações, o falecimento do fundador da Ordem em nosso país é, sem sombra de dúvidas, uma das datas mais tristes para todos nós, que iniciamos nas fileiras de Capítulos brasileiros”, comenta Velasquez.
“Solicitamos que todos os Capítulos e DeMolays reservem um espaço em suas orações para que dediquem ao nosso fundador, como uma última homenagem àquele que nos uniu no Brasil”, conclui o Grande Mestre Nacional. Com o falecimento de Mansur, o SCODRFB decreta luto oficial de três dias como reconhecimento pelos serviços prestados à juventude brasileira.
A causa da morte do maçom não foi divulgada.
Contemporâneo do Idealismo, precursor da coragem construtora de um verdadeiro “Pedreiro Livre”, ele marcou uma época na Maçonaria brasileira, ou diríamos com melhor prudência, ele é o marco de uma nova fase da Maçonaria brasileira, construtor, tal qual os “Grandes Maçons” do passado, ergueu um Império, ou melhor o “Santo Império”, dotando e transformando o Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do
Brasil, em 14 anos de sua administração como Soberano Grande Comendador, no mais respeitável Órgão da Maçonaria brasileira, integrado plenamente ao contexto da Maçonaria Mundial, ouvido e respeitado pela mesma em todas as conferências mundiais, sendo inclusive a sede da Conferência Mundial do Ano 2000.
Se não bastasse a aquisição de uma moderna sede administrativa, ocupando um quarteirão inteiro no bairro de Jacarepaguá, na Cidade do Rio de Janeiro, dotada dos mais avançados meios e tecnologia em sua operatividade, se não bastasse ter atingido, em vida, o prestígio que muitos atingiram com o reconhecimento de seu trabalho após suas passagens para o “Oriente Eterno”, Alberto Mansur mudou a História.
Até o término de seu mandato como soberano Grande Comendador da Maçonaria brasileira, era tradição e vitaliciedade do Cargo de Soberano Grande Comendador, ou seja: Todos os soberanos Grandes Comendadores anteriores, por tradição, só eram substituídos após suas passagens ao “Oriente Eterno”, quando então os membros Efetivos do “Sacro Colégio” se reuniam para a escolha do novo Soberano Grande Comendador. Feliz ao ver o franco progresso do Supremo Conselho da Maçonaria, sentiu estar cumprida, em parte, sua missão, mudou a História, quebrou uma tradição de mais de cem anos, convocando eleições para Soberano Grande Comendador e atualizou a legislação para que o Cargo passasse a ser escolhido periodicamente, à luz da Democracia progressiva que se implantava nos Altos Graus da Instituição Maçônica.
Não bastasse esta longa e dedicada trajetória, Alberto Mansur já estava vislumbrando um novo horizonte, com a visão que somente os idealistas possuem, ele já decidira dedicar os anos futuros de sua existência à revitalização da maçonaria brasileira, decidira-se a investir e trabalhar com os jovens da Ordem DeMolay.
Para contudo falarmos, ou melhor registrarmos a figura ímpar e carismática do Grande Mestre Alberto Mansur, Fundador da Ordem DeMolay no Brasil, sem incorrermos no lamentável erro de não nos colocarmos à altura suficiente de tão digna e importante missão, recorremos ao auxílio de outra figura, cujo brilho e grandeza se iguala na constelação dos “Grandes Homens da História”.
Na sabedoria peculiar ao “Imortais”, reproduzimos o discurso proferido pelo atual Soberano Grande Comendador, Ministro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e Ex-Senador da República, Ilustre e Poderoso Irmão Venâncio Igrejas, por ocasião da recepção do Acadêmico ALBERTO MANSUR, na Academia Brasileira Maçônica de Letras.
“Sr. Presidente da Academia Brasileira Maçônica de Letras.”
maçom Alberto Mansur tomou conhecimento da Ordem DeMolay em 1970, através da leitura do “The New Age – July 1969”, comemorativo do cinqüentenário da Ordem. Percebendo a suma importância desta instituição, e a necessidade de preencher uma vital lacuna na Maçonaria brasileira, o sonho de trazer a Ordem para o Brasil foi despertado.
Após diversos contatos com o Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay, Alberto Mansur, conheceu pessoalmente em 1974, o Soberano Grande Comendador Norte-Americano George A. Newbury, que participava da VII Reunião dos Soberanos Grandes Comendadores das Américas, realizado no Rio de Janeiro, a quem revelou seu desejo de fundar a Ordem DeMolay no Brasil.
Alberto Mansur em seu primeiro relatório oficial como Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, anunciava como meta a instalação da Ordem no Brasil.
Passados cinco anos sem êxitos, Mansur conheceu em Boston, em 1979, o então Grande Mestre Internacional C.C. “Buddy” Faulkner, grande líder e entusiasta da Ordem, que imediatamente confiou em Mansur, autorizando a fundação da Ordem DeMolay no Brasil, e nomeando-lhe, em 1980, Membro do Supremo Conselho Internacional e Oficial Executivo da Ordem DeMolay para o Brasil.
Desta forma, foi fundado em 16 de Agosto de 1980 o primeiro capítulo da Ordem DeMolay no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, sob o patrocínio do Supremo Conselho do R.E.A.A., com o título de “Capítulo Rio de Janeiro da Ordem DeMolay nº 001”.
Em 21 de Abril de 1985 a Ordem alcançou sua emancipação e independência com a fundação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil (SCODB) e o reconhecimento do Supremo Conselho Internacional através de um Tratado de Reconhecimento Mútuo e uma Declaração de Independência firmados no mesmo ano.
Pequeno Script da sua vida.
ALBERTO MANSUR nascido em 07/09/1922, natural de Vargem Alegre RJ, casou-se em 1948 em 15 de maio com a Cunhada Celia Mansur, filho de Antônio Mansur e Ranza Mansur, teve os filhos Jorge Alberto e Cristina Maria.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.












Um comentário