Altino Arantes nasceu em Batatais (SP) no dia 29 de setembro de 1876, filho do coronel Francisco Arantes Marques e de Maria Carolina de Arantes.
Teve importante participação na Revolução Constitucionalista de 1932. Com a derrota do movimento, foi preso pelo governo de Getúlio Vargas e foi enviado para o exílio em Portugal.
Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1895, elegeu-se deputado federal pelo Partido Republicano Paulista (PRP) para as legislaturas de 1906-1908 e 1909-1911. Em 1911 renunciou seu mandato para assumir a Secretaria de Negócios Interiores de São Paulo. Permaneceu no cargo durante o governo de Rodrigues Alves (1912-1915), sendo também secretário interino da Fazenda e da Agricultura. Candidatou-se à vice-presidência do estado na chapa encabeçada por João Álvares Rubião Junior.
Com o falecimento deste durante a campanha, substituiu-o como candidato a presidente. Eleito em março de 1916; governou São Paulo até 1920, tendo enfrentado portanto o difícil período das greves operárias de 1917 a 1919, contra as quais agiu com severas medidas repressivas.
Após deixar o governo paulista em 1920, retornou à Câmara Federal em 1921. Altino Arantes ali permaneceu como deputado até a Revolução de 1930. Neste ano, chefiou a Comissão de Reconhecimento de Poderes que examinou o resultado das eleições de março, tendo aprovado o não reconhecimento (“degola”) em massa dos candidatos eleitos pela Aliança Liberal, oposicionista, na Paraíba e em Minas Gerais. Após a vitória da Revolução de 1930, em outubro, que levou Getúlio Vargas ao poder, Altino Arantes passou para a oposição.
Em janeiro de 1932, foi um dos signatários de um manifesto do PRP em que este se pronunciava contra a “ditadura aliancista” e afirmava sua disposição de lutar por um novo regime republicano, constitucional e federativo. A crise entre São Paulo e o governo federal resultou na eclosão, em julho, do levante armado de 1932. Altino Arantes participou ativamente do movimento, tendo inclusive colaborado na preparação do plano da luta armada. Com a derrota da Revolução Constitucionalista em outubro, exilou-se em Lisboa. Em 1934, de volta ao Brasil, assumiu a presidência do PRP e chegou a concorrer às eleições indiretas para o governo de São Paulo, sendo entretanto derrotado.
Após a queda do Estado Novo (29/10/1945), foi eleito deputado por São Paulo à Assembléia Nacional Constituinte em 1945 na legenda do Partido Republicano (PR). Posteriormente, ingressou no Partido Social Democrático e, por esse partido, candidatou-se à vice-presidência da República no pleito de 1950, na chapa encabeçada por Cristiano Machado. Contudo, obteve apenas a terceira colocação, ficando atrás dos candidatos João Café Filho, da aliança entre o Partido Trabalhista Brasileiro e o Partido Social Progressista, e Odilon Braga, da União Democrática Nacional.
Morreu em São Paulo no dia 5 de julho de 1965.
Foi casado com Maria Teodora de Andrade Junqueira, com quem teve dois filhos, e posteriormente com Gabriela Junqueira, com quem teve uma filha.
[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











