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Ordem de Sant’Iago da Espada Espatários

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Ordem de Sant’Iago da Espada Espatários

O Presidente da República Portuguesa é o Grão Mestre das três Ordens, usando, no seu retrato oficial uma faixa tricolor representando os três mestrados (verde para a Ordem de Avis, vermelho para a Ordem de Cristo e violeta para a Ordem de Sant’Iago)”.

 

Considera-se a sua fundação, como todas as outras ordens religiosa militares em consequência das cruzadas, “Cruzadas do Oriente eram expedições religiosas e militares empreendidas pelos cristãos da Europa a partir dos finais do Séc.XI com o fim de libertarem a Terra Santa da Palestina do jugo do islamismo” por associação de diversos cavaleiros que se ligaram para combater os Mouros na vanguarda cristã, cerca de 1164 (Séc. XII) para auxiliar os pobres, defender os peregrinos e fazer a guerra.
Em 1170, Fernando II de Leão oficializou-a, dando-lhe, em 1172, a vila de Cáceres.
A confirmação papal foi dada por bula de 1175. Os freires da vila de Cáceres espalharam-se ràpidamente por Castela e Portugal onde receberam diversos castelos a sul do Tejo.

Esta milícia monástica desempenhou um papel primordial na expansão da Reconquista, o que lhe trouxe considerável poderio político, social e económico.

Depois da conquista de Lisboa, El-Rei D.Afonso Henriques oferece um convento para a primeira sede da Ordem nesta cidade. Com a conquista dos territórios a sul do Tejo que foram colocados à sua guarda, estabeleceram-se no Castelo de Palmela de 1170-1218, – por esta data já o castelo tinha sido doado à Ordem – transferindo-se o ramo português, depois de alguns reveses militares para Alcácer do Sal quando após apertado cerco, a praça caiu em poder definitivo dos cristãos em 1218,- sendo então aqui feita a cabeça da Ordem de Sant’Iago até que D.Sancho II a mudou para Mértola.

A par das doações dos castelos às Ordens Religiosas, e com o progressivo avanço para Sul durante a reconquista, grandes extensões de terras lhes são doadas.
As maiores propriedades situam-se, sobretudo, no centro e sul do país.

Como se vê no mapa a ordem de Sant’Iago terá recebido uma extensa área a sul do Tejo.

A Ordem passa a dispor de muitas terras exploradas no regime de latifúndio que vinha da época romana.

 

Á medida que a reconquista avançou, os reis portugueses foram dando extensas áreas do território conquistado, – às ordens eclesiásticas, às ordens militares e aos mosteiros – e à nobreza.
Procuravam deste modo garantir mais facilmente a defesa do território, povoá-lo e desenvolvê-lo.

Após uma aturada e coerente iniciativa régia para uma autonomização do ramo português da Ordem de Santiago, e procurando-se inverter as dificuldades da distância à sede em Castela, como também das opções de decisão dos espatários castelhanos, D.Dinis, que desfrutava de hábil diplomacia, conseguiu a separação do ramo nacional com um mestre provincial próprio em 1288 por bula papal de Nicolau IV.

“Nesta altura autonomizou também o ramo português da Ordem de Calatrava depois nomeada Ordem de Avis”

A contestação arrastou-se por muitos mais anos depois de vários documentos pontifícios a confirmar e a anular a separação (aponta-se também a fundação da Ordem militar portuguesa com a data de 1320).

Ficou reconhecida definitivamente em 1452 a Ordem de Santiago, por bula do papa Nicolau V, que, no entanto, já tinha diminuído de importância relativamente às outras ordens militares.

“Depois da crise de 1383-85 e com a chegada do Mestre de Avis ao trono do reino fica com homens da sua inteira confiança à frente dos destinos de cada uma das Ordens existentes em território nacional, que depois foi entregando o governo de cada uma delas a alguns dos seus filhos; o Infante Dom Henrique (o navegador) ficou à frente da Ordem de Cristo, o Infante Dom João à frente da Ordem de Sant’Iago e o Infante Dom Fernando (o Infante Santo) à frente da Ordem de Avis”.

 

Em 1423 dá-se o início da construção do Convento, por ordem do Rei D. João I Mestre de Avis, para os freires de Santiago no Castelo de Palmela.
Nele se estabelecem definitivamente em 1443, no reinado de D.Afonso V – e há muito independentes de Castela -, que o elegem como sua sede em território nacional com o próprio mestrado da ordem – o mestre infante D.João -, filho de D. João I avô de D.Afonso V.

No ano seguinte começa a construir-se o seu templo – a Igreja de Santiago, – onde se encontra a arca feral de D. Jorge de Lencastre, filho de D. João II e neto de Afonso V, último Grão-Mestre da Ordem e donatário da vila de Grândola.
Foi aqui em Palmela e durante o reinado de D.João II, que muito apreciava a região, que a Ordem conheceu o seu máximo esplendor.

De 1546 até à extinção da Ordem vigoraram na sua administração os Priores-Mores do Real Convento de Sant’Iago de Palmela.

Com a simplificação do treino militar e a moderna organização dos exércitos, as Ordens militares entram em decadência. Terminada a conquista do território português as energias das Ordens dirigem-se para a grande epopeia dos descobrimentos.
A partir do reinado de D. João III (1551) as Ordens Militares Portuguesas ficaram definitivamente ligadas à coroa, sendo El-Rei o Grão Mestre das três Ordens “Ordem de Avis, Ordem de Cristo e Ordem de Sant’Iago” que foram a pouco e pouco sendo utilizadas para recompensar os serviços prestados ao monarca, transformando-se pouco a pouco em Ordens meramente honoríficas.

 

A extinção das Ordens Religiosas verifica-se em 1834 no País e seus domínios, em consequência da guerra civil entre Liberais e Absolutistasaqueles que defendem a ordem tradicional, ou seja a monarquia absoluta e a existência do clero e da nobreza como classes privilegiadas – que opunha D.Miguel I e seu irmão D.Pedro IV, que foi Imperador do Brasil, decretada por Joaquim António de Aguiar, – o mata-frades -, ministro de D.Pedro, passando os seus bens para a posse do Estado.
As Ordens Militares são definitivamente secularizadas perdendo qualquer significado.
Ficaram as condecorações:
Condecoração da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, concedida desde 1780, decretada por D.Maria I aquando das reformas das insígnias das antigas Ordens Militares, tem por objectivo distinguir o mérito dos serviços prestados às CIÊNCIAS, LETRAS e ARTES.

As Insígnias compõem-se por:
Colar
Laço da Banda da Grã-Cruz
Insígnia de Cavaleiro

e
Placa de Comendador

Ivair Ximenes Lopes
MS Maçom
fonte: http://terrasdesantiago.planetaclix.pt/ordsant.htm

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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    A Maçonaria Regular

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    A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

     No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

     A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

     Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

    Maçonaria Regular MS

    glems
    goms
    gob ms
    glems

     

    A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

    MS Maçom


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