Nas pesquisas que tenho realizado sobre a Revolução Farroupilha, sempre me fascinou como um conflito regional no extremo sul do Brasil não pode ser compreendido sem olhar para o que se passava além das fronteiras.
A Guerra dos Farrapos não foi um fenómeno isolado, mas um capítulo de uma história maior — a da formação dos Estados nacionais na Bacia do Prata.
Argentina e Uruguai, então em meio às suas próprias convulsões políticas, não foram meros espectadores; foram atores que, por vezes, apoiaram, por vezes, traíram, e sempre influenciaram o curso da revolução.
A importância deste estudo reside na forma como revela que a posição desses países diante dos farroupilhas não foi definida por simpatias ideológicas, mas por interesses geopolíticos e económicos.
A Argentina vivia sob o governo de Juan Manuel de Rosas, que exercia hegemonia férrea sobre as províncias, enquanto o Uruguai era palco da guerra civil entre Fructuoso Rivera e Manuel Oribe.
A condição fronteiriçado Rio Grande do Sul tornava inevitável que o conflito interno brasileiro se entrelaçasse com as disputas platinas.
A investigaçãosobre as fontes históricas revela que tanto o Império quanto os farroupilhas buscaram alianças no Prata para fortalecer as suas posições.
Doutrinadores como Alfredo Varela, em História da Grande Revolução, e Moysés Vellinho documentaram essas relações, enquanto novas interpretações, como as de estudiosos da geopolítica platina, destacam que a sobrevivência da República Rio-Grandense dependia do reconhecimento e do apoio dos vizinhos — apoio que nunca veio de forma incondicional.
Este artigo convida o autor e o leitor a compreenderem como Argentina e Uruguai se posicionaram diante da Revolução Farroupilha, e como essa posição ambígua moldou o destino do conflito.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).