Thomas Bartholomew Bowen
Ao longo dos meus estudos sobre a gênese do Rito Escocês Antigo e Aceito, poucos nomes me despertaram tanta curiosidade quanto o de Thomas Bartholomew Bowen.
Ele não foi um filósofo de gabinete, nem um teólogo, nem um homem de fortuna. Foi, antes de tudo, um soldado, impressor e jornalista — um homem que, com a sua espada e a sua prensa, serviu a causa da independência americana e, mais tarde, dedicou-se à construção de uma das mais importantes instituições maçônicas da história.
A sua vida, marcada pelas batalhas da Guerra Revolucionária, pela fundação de jornais e pela liderança maçônica, é um testemunho de que a verdadeira grandeza não se mede pela riqueza, mas pela capacidade de servir — à pátria, à fraternidade e à humanidade.
Os "Onze Cavalheiros de Charleston" foram um grupo de onze maçons que se reuniram em 31 de maio de 1801 na cidade de Charleston, Carolina do Sul, para fundar o primeiro Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) do mundo, que se tornaria o "Supremo Conselho Mãe do Mundo".
Os membros deste grupo histórico são: Abraham Alexander, Isaac Auld, Thomas Bartholomew Bowen, Frederick Dalcho, Jean-Baptiste Marie Delahogue, Emanuel De La Motta, Israel de Lieben, Moses Clava Levy, James Moultrie, John Mitchell e Auguste de Grasse-Tilly. Este evento marcou a criação formal do REAA como um sistema de 33 graus e estabeleceu a Jurisdição Sul dos Estados Unidos.
Sob a liderança do Coronel John Mitchell, que foi eleito o primeiro Soberano Grande Comendador, o Supremo Conselho estruturou suas constituições e organizou seus rituais. A fundação do Supremo Conselho em 1801, seguida por uma circular oficial em 4 de dezembro de 1802 que deu conhecimento da criação ao mundo maçônico, consolidou a autoridade do REAA e garantiu a expansão do Rito Escocês por todo o continente americano e, posteriormente, para a Europa.
Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória, a obra e as curiosidades desse que é, justamente, um dos "Onze Cavalheiros de Charleston".

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