Discernimento: Concepções Filosóficas e Princípios Maçônicos
O discernimento é uma das capacidades mais fundamentais e distintivas do ser humano.
Definido como a faculdade de escolher o certo, ter critério ou juízo, ou o efeito de se distinguir com raciocínio sobre as coisas, o discernimento transcende a mera atividade intelectual para se constituir como uma virtude prática essencial à vida ética, à tomada de decisões e ao aperfeiçoamento pessoal.
Etimologicamente, a palavra provém do latim discernere — "separar", "dividir", "decidir" — combinado com o sufixo -mentum, que designa "meio" ou "instrumento".
O discernimento é, portanto, a capacidade de separar, distinguir e avaliar, instrumento fundamental para que o ser humano possa agir com sensatez, clareza e bom senso.
Ao longo da história, o discernimento foi objeto de reflexão nas mais diversas tradições filosóficas e espirituais.
Na filosofia, ele aparece como phrónesis em Aristóteles, como juízo crítico na modernidade e como condição existencial no pensamento contemporâneo. Mas, vamos dar ma passada, nos estudos de Loyola e de Hannah Arendt.
Na Maçonaria, o discernimento assume um papel central no processo de autotransformação do iniciado, sendo simbolizado pelos instrumentos de trabalho do Aprendiz — o malho e o cinzel — que atuam sobre a "pedra bruta" que representa o próprio ser humano em sua imperfeição original.
Este artigo propõe uma dupla abordagem: primeiramente, uma incursão pelo conceito filosófico de discernimento ao longo da história; em seguida, uma análise de como a Maçonaria — instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista — compreende e incorpora este princípio em sua doutrina e prática

Usuário não autorizado! O acesso integral à esta página e aos demais artigos do MS MAÇOM é reservado a membros devidamente identificados. Solicitamos que realize o login para proceder. Privacidade e discrição são pilares de nossa comunidade, e seu cumprimento é essencial!

Nos siga nas redes sociais:












