Ordem de Monfragüe
O Ramo Castelhano que Recusou a Morte: A Ordem que Desafiou o Rei de Aragão
Quando terminei de pesquisar sobre a Ordem do Monte Gáudio, julguei ter fechado o capítulo de uma instituição menor e efémera.
Mas a Ordem de Monfragüe veio lembrar-me de que, por vezes, os capítulos mais fascinantes são aqueles que se seguem a uma rutura.
Esta ordem não nasceu do vazio. Nasceu de uma dissidência: cavaleiros castelhanos que, em 1196, se recusaram a aceitar a fusão da sua ordem-mãe (Monte Gáudio) com os Templários, preferindo o exílio na Estremadura a perder a sua identidade.
É a história de homens que puseram a sua lealdade acima da obediência ao rei e ao papa, e que fundaram uma nova ordem na única terra onde lhes foi permitido sobreviver: o reino de Castela.
A sua existência foi breve — apenas um quarto de século — mas o seu exemplo é poderoso: o de uma comunidade que preferiu a pobreza e a solidão de uma fortaleza na serra a render-se aos poderosos Templários.

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