Rito de Heredom
Origem, Estrutura e o Elo Perdido para o Rito Escocês Antigo e Aceito
Neste escrito, mergulho na imponente estrutura de 33 graus e os Supremos Conselhos espalhados pelo mundo – durante muito tempo, acreditei que o Rito Escocês Antigo e Aceito era uma construção monolítica, quase intemporal, que se impusera naturalmente como a espinha dorsal da maçonaria de altos graus. Conhecia um pouco, mas, no fundo, eu apenas contemplava a fachada imponente de um edifício cujas fundações permaneciam inteiramente ocultas para mim.
Foi a inquietação do pesquisador – e a humildade de quem reconhece que o óbvio nem sempre é o verdadeiro – que me levou a questionar: de onde, afinal, emergiu toda essa majestade? Ao abandonar os manuais superficiais e mergulhar nas crônicas maçônicas do século XVIII, deparei-me com uma verdade que abalou minhas certezas mais arraigadas. O REAA, tal qual o conhecemos, não nasceu pronto nos escritórios de Charleston nem se consolidou apenas pelo gênio sistematizador de Albert Pike.
Neste artigo, compartilho os frutos dessa imersão nas origens esquecidas do Rito Escocês, fruto de uma pesquisa que buscou discernir, nas fontes primárias setecentistas, a verdadeira gênese estrutural do REAA. Convido o leitor a acompanhar meu esforço de desmontar a narrativa cristalizada e a olhar para o subterrâneo da história – onde os alicerces foram lançados, onde os rituais ganharam corpo e onde se forjou o elo que liga a França iluminista às Lojas de todos os continentes. Revisitar o berço do REAA é, para mim, a chave indispensável para compreender não apenas a origem de um rito, mas a própria alma de sua grandeza e permanência.
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"A Maçonaria acolhe as mais altas leis morais e apóia o teste de qualquer sistema ético ou filosófico já promulgado para o enriquecimento do homem. - Douglas McArther."
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