O Altar das Ablações: Origem, Simbolismo e a purificação para o sacrifício
Resumo Preliminar:
O texto aborda o conceito de "Altar" no contexto específico das abluções e purificações rituais. Destaca sua Origem remontando aos primeiros patriarcas bíblicos, como Abraão e Noé, que o edificaram como um "lugar de sacrifício" para expressar adoração e fé.
Sua Localização é entendida como o espaço sagrado central ao redor do qual gravitam os rituais de purificação.
A função central do altar, conforme exposto, é simbolizar a entrega total a Deus, servindo como o ponto de encontro entre o céu e a terra, para o qual o fiel ou sacerdote deve se preparar através da pureza física e espiritual.
1. Origem e Pesquisa Histórica
A origem histórica do altar, como local de sacrifício e encontro com o divino, é profundamente arcaica e universal, antecedendo em milênios as narrativas bíblicas.
A arqueologia e a antropologia religiosa, conforme estudos de historiadores como Mircea Eliade em "O Sagrado e o Profano", demonstram que a noção de um ponto fixo de comunicação com o transcendente – um axis mundi – é uma constante nas culturas humanas. Pedras erguidas (como os menires celtas), montes artificiais ou locais elevados eram consagrados para este fim.
Dentro da tradição judaico-cristã que fundamenta a simbologia maçônica, a origem é explicitada no texto base: os patriarcas.
Noé edifica um altar após o dilúvio (Gênesis 8:20), e Abraão constrói altares em Siquém, Betel e Hebrom (Gênesis 12:7-8), culminando no episódio supremo do sacrifício de Isaque no Monte Moriá (Gênesis 22:9), local tradicionalmente associado à posterior construção do Templo de Salomão.











