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O Tetragrama Hebraico na maçonaria

Tetragrama Hebraico

O Tetragrama Hebraico na Maçonaria

Para falar sobre o Tetragrama Hebraico na Maçonaria, é necessário dizer algumas palavras sobre a influência das palavras e das diferentes línguas no desenvolvimento da humanidade.

O tetragrama é composto por quatro letras hebraicas: י (yod), ה (he), ו (vav), e ה (he).

Essas letras formam o nome de Deus que aparece aproximadamente 7.000 vezes nas escrituras hebraicas, especialmente no Tanakh (Bíblia Hebraica).

O tetragrama é considerado tão sagrado que os judeus tradicionalmente evitam pronunciá-lo, substituindo-o por Adonai, que significa “Senhor”

As palavras e as línguas vêm sendo transferidas de forma variada entre os povos há muito tempo na história da humanidade, mesmo que se lute contra a sua influência sobre as culturas locais. É um fato irreversível na caminhada do desenvolvimento humano. Várias línguas, em sua forma escrita, não usavam a separação entre palavras.

Pode parecer estranho nos dias atuais, mas tal formulação de escrita foi muito difundida.

A nossa Ordem não poderia ficar de fora dessas influências. Se procuramos trabalhar no desenvolvimento da humanidade (um dos nossos lemas), não poderíamos nos opor a esse desenvolvimento e barrar influências em nossa história. Entre as áreas de conhecimento em que essas influências foram absorvidas pela Ordem, podemos citar a ritualística, a arquitetura, a literatura e, principalmente, a simbologia.

É provável que a maior influência em nossos costumes tenha sido a cultura hebraica, uma vez que grande parte de nossos atos é baseada nas culturas dos povos antigos do Oriente Médio, iniciando em torno do segundo milênio antes de Cristo. Dentro dessa ligação, saliento que a maior influência vem, de fato, da cultura hebraica.

Dito isso, passo a explanar o Tetragrama Hebraico e seu uso na Maçonaria. A definição de tetragrama, segundo os dicionários, é a seguinte: “Que tem quatro letras; conjunto de quatro letras que forma palavra, firma ou sinal”.

O Tetragrama Hebraico é classificado como um conjunto de quatro letras que, no nosso alfabeto, correspondem a Y, H, V, H. Ele significaria o nome do Deus de Israel de forma transliterada. Pode-se dizer que, hoje em dia, esta escrita está latinizada e é escrita da seguinte forma: J, H, V, H (isso já há muito tempo). Por curiosidade, a primeira letra (Y) se pronuncia “Yodh” ou “Yud”; o H é pronunciado como “He” ou “Hêi”; o V tem a seguinte pronúncia: “Waw” ou “Vav”; e o outro H, como já dito.

Agora, passo a citar Da Camino (2006), que nos brinda com uma explanação sintética sobre os significados das letras do Tetragrama. Segundo ele:

  • IOD: representaria o princípio ativo; é o Ser que pensa, que ordena; representa também o fogo, como na sarça ardente.

  • HE: como segunda letra, representa o sopro animador, aquele que deu vida a Adão, feito de barro; representa a vida.

  • VAU: representa a ligação do abstrato ao concreto; é a lei; é o amor que une o pai à mãe, engendrando o filho.

  • E novamente o segundo HE: é a segunda letra duplicada; representa a manifestação visível.

Da Camino ainda lembra que, em conjunto, as letras constituem a fonte perene da natureza, o supremo mistério da criação, dividido em quatro partes: o sujeito, o atributo, o objeto e o complemento.

Outro autor que cito na integralidade sobre o assunto é Castellani (1993). Ele diz que as quatro letras do Tetragrama Hebraico fazem parte do conjunto de 22 letras do Alfabeto Hebraico, onde estas, em seus significados primitivos, representam situações do cotidiano, sendo IOD = mão, HE = furo e VAU = prego. Em profusão, representam respectivamente os elementos ar, água e fogo, manifestações concretas do mundo sobrenatural ou abstrato.

Já Queiros (2007) comenta que o aprofundamento nos estudos sobre o Tetragrama é enorme e confuso, reproduzindo a sua essência da seguinte forma:

  • YOD = Espírito Criador;

  • HE = Matéria;

  • VAU = União espírito-matéria;

  • HE = Força criada.

A intensa ligação entre Maçonaria e o Tetragrama Hebraico é citada por inúmeros autores. Vários deles nos lembram que a primeira letra do Tetragrama (IOD) aparece representada em quase todas as Lojas Simbólicas, sobre o Dossel do Altar do Venerável Mestre, dentro de um triângulo representando o nome do Grande Arquiteto Do Universo (G∴A∴D∴U∴).

Outro ponto a respeito do Tetragrama é que, historicamente, representa o nome do Criador Divino (Castellani, 1993). O nome de Deus seria impronunciável, pois os judeus não o pronunciavam, com medo de transgredir o terceiro mandamento (na religião judaica e seus desdobramentos).

O conjunto constitui a fonte perene da Natureza, o Supremo Mistério da Criação. Resumindo, as quatro letras hebraicas indicam o nome do Ser Criador, que se divide em quatro partes: o Sujeito; o Atributo; o Objeto e o Complemento (direto ou indireto) – uma concepção da gramática.

Outra explicação encontrada em outro autor é que as letras ordenadas simbolizam o fogo realizador, o sopro animador e a vida emanada. Sem a segunda letra, HE, a primeira, IOD, não seria ativa no sentido gramatical. Juntando-se a elas, a letra VAU refere-se à lei, à arte e às regras ou condições de trabalho. Formando a palavra de pronúncia proibida, o HÉ se repete (formando o tetragrama) para manifestar o resultado final da atividade ou trabalho executado, ou ainda a obra em via de execução.

A resultante de toda e qualquer ação baseia-se, primeiramente, no princípio ativo; depois, na atividade desenvolvida por esse princípio; na aplicação da celeridade [provavelmente um erro para “legalidade” ou “regra”]; e no resultado produzido. Aí aparece a Quintessência, que é assunto para um outro estudo.

Autor Ivair Ximenes Lopes

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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