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Fundação do Supremo Conselho da Maçonaria para a República Federativa do Brasil: História e Consolidação

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Fundação do Supremo Conselho da Maçonaria para a República Federativa do Brasil: História e Consolidação

Resumo Preliminar

Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil tem suas origens no século XIX, marcadas por uma trajetória de cisões, disputas de poder e busca por regularidade internacional.

O Supremo regular, reconhecido e única autoridade legal e legítima para o Rito Escocês Antigo e Aceito no Brasil é o que hoje se denomina “SUPREMO CONSELHO DO GRAU 33 DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO DA MAÇONARIA PARA A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, com sede em Jacarepaguá, Rio de Janeiro cujo Soberano Grande Comendador é o Irmão Luiz Fernando Rodrigues Torres, 33°, que é também presidente da XVI Conferência Mundial de Supremos Conselhos.

Tal decisão tem por base o Art. 5°, das Grandes Constituições de 1786, que determina que só pode existir um Supremo Conselho em cada País, exceto nos Estados Unidos da América, onde foi previsto a existência de dois.

Não se trata, entretanto, de cisão até porque um é filho do outro. 2000 – Rio de Janeiro, Brasil – Realizada a XVI Conferência Mundial dos Supremos Conselhos com a presença de quase todos os Supremos Regulares do Mundo. O Ir. Luiz Fernando Rodrigues Torres, 33°, Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República do Brasil passa a ser o Presidente da XVI Conferência Mundial, e em 2005 transferiu o cargo para o Ir. JACK BALL, 33º, Soberano Grande Comendador da Austrália. (fonte: sc33)

Este artigo examina sua fundação em 1832, o contexto histórico de sua separação do Grande Oriente do Brasil (GOB) em 1925, e sua consolidação como única autoridade legítima do Rito Escocês no país, conforme reconhecido pela Conferência Mundial de Supremos Conselhos em 1929.

Pesquisa Histórica

Origens (1829–1832): A Autorização Belga e a Fundação

Fase de Fusão e Conflitos (1832–1925): O Amálgama com o GOB

  • Durante décadas, o Supremo Conselho e o GOB funcionaram de forma interligada:

    • Grão-Mestre do GOB automaticamente assumia o cargo de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho, mesmo sem pertencer ao Rito Escocês.

    • Isso gerava irregularidades, pois muitos Grão-Mestres não eram iniciados nos altos graus (4° ao 33°).

A Grande Separação (1925): A Reforma de Mário Behring

  • 1925: O então Grão-Mestre do GOB e Soberano Grande ComendadorMário Behring, reconheceu a irregularidade dessa fusão.

  • Reação do GOB:

    • O novo Grão-Mestre, Octavio Kelly, tentou reassumir o controle do Supremo Conselho, mas foi rejeitado pelos membros votantes.

    • Isso levou a uma cisão:

      • Supremo Conselho original (liderado por Behring) ficou sem base simbólica para recrutar mestres maçons.

      • GOB, por sua vez, criou um “Supremo Conselho Reconstituído”, não reconhecido internacionalmente.

Reconhecimento Internacional (1929): A Conferência de Paris

  • 1929: Na IV Conferência Mundial dos Supremos Conselhos (Paris), ficou definido:

Consolidação Moderna (2000–Atualidade)

  • 2000: O Supremo Conselho sediou a XVI Conferência Mundial no Rio de Janeiro, reforçando seu reconhecimento global.

  • 2005: O então Soberano, Luiz Fernando Rodrigues Torres, passou a presidir a Conferência Mundial, consolidando a liderança brasileira no Rito Escocês.

Momento Histórico do País e da Maçonaria

Contexto Político Brasileiro

  • Século XIX: A Maçonaria teve papel ativo na Independência (1822) e no movimento abolicionista.

  • Década de 1920: Período de crises políticas (Revolução de 1930), refletindo nas disputas maçônicas.

Cenário Maçônico

  • GOB x Supremo Conselho: A separação refletia uma tendência mundial de distinção entre graus simbólicos e filosóficos.

  • Busca por regularidade: O reconhecimento internacional era crucial para a legitimidade do Rito Escocês no Brasil.

Opiniões Contrárias e Críticas

1. A Visão do GOB

  • Argumentava que a separação enfraqueceu a unidade maçônica brasileira.

  • O “Supremo Conselho Reconstituído” (não reconhecido) ainda existe, gerando disputas locais.

2. Críticas à Centralização

3. Debates sobre Exclusividade

  • Artigo 5° das Grandes Constituições (um Supremo Conselho por país) é contestado por alguns, que defendem pluralidade.

Conclusão

Supremo Conselho do Brasil é hoje a única autoridade legítima do Rito Escocês no país, com reconhecimento internacional. Recrutando membros das Grandes Lojas Estaduais (CMSB), Grandes Orientes Estaduais (COMAB), Grande Oriente do Brasil (GOB) e potencias reconhecidas de Paises vizinhos.

Sua história reflete:
✔ A luta pela regularidade maçônica.
✔ A importância da separação entre graus simbólicos e filosóficos.
✔ O desafio de manter a unidade em um sistema complexo.

Desafios Atuais

  • Manter o diálogo com o GOB, evitando novas cisões.

  • Atrair jovens maçons para os altos graus, sem perder o rigor ritualístico.

  • Preservar sua liderança no cenário maçônico global.

Autor: Ivair Ximenes Lopes

Fontes Consultadas

Para Saber Mais

Este artigo buscou apresentar uma visão fundamentada e realista, destacando os marcos históricos e os debates que moldaram o Supremo Conselho do Brasil.

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


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