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A Pessoa de Bons Costumes na Maçonaria Simbólica: Entre a Moral e o Social

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A Pessoa de Bons Costumes na Maçonaria Simbólica: Entre a Moral e o Social

Resumo Preliminar

Este artigo explora o conceito de pessoa de bons costumes , elemento essencial para a admissão na Maçonaria, conforme descrito no texto-base. Ele aborda a relação entre normas sociais , virtude moral e a missão da Ordem de promover a regeneração ética dos obreiros.

O texto inclui pesquisa histórica sobre a origem desse princípio, opiniões divergentes entre doutrinadores maçônicos, a corrente mais aceita no meio tradicional e reflexões fundamentadas na Maçonaria Simbólica , com destaque para as contribuições de Albert Pike, Nicola Aslan, Rizzardo da Camino e Joaquim Gervasio de Figueiredo .

1. Introdução: Bons Costumes como Pilar da Regeneração

Na Maçonaria Simbólica, a qualidade de “livre e de bons costumes” não é apenas um requisito formal, mas um compromisso ético que define a jornada do maçom. Como afirma Rizzardo da Camino :

“Os bons costumes não são regras externas; são a expressão de uma vida alinhada à Virtude. Eles são o selo da alma iluminada.”
(Breviário Maçônico , 2014)

Essa visão reflete a compreensão de que a Maçonaria não busca perfeitos, mas homens dispostos à perfeição moral, guiados pelo exemplo e pela autocrítica constante.

 

2. O Significado Simbólico dos Bons Costumes

O texto-base define bons costumes como:

  • Normas de conduta aceitáveis por uma sociedade em dado momento histórico;
  • Princípios éticos que promovem o bem comum e a harmonia social.

Na Maçonaria, essa ideia é ampliada: os bons costumes não se limitam à conformidade social, mas representam a busca pela virtude . Segundo Joaquim Gervasio de Figueiredo , mestre em simbolismo:

“Ser de bons costumes não é seguir regras cegamente; é viver com intenção ética, buscando a retidão em cada ação.”
(Maçonaria Simbólica – Fundamentos e Princípios , 2012)

Carlos Alberto Gonçalves , em Maçonaria e Religião , reforça:

“Os bons costumes são o antídoto à imoralidade. Eles não são estáticos, mas evoluem com a sociedade, mantendo seu núcleo moral intacto.”

3. Pesquisa Histórica e Doutrinal

Estudos revelam que a exigência de bons costumes na Maçonaria tem raízes nas corporações medievais de construção , onde a honra e a disciplina eram vitais para a coesão do grupo. Na Maçonaria Especulativa, esse conceito foi aprofundado, integrando filosofias esotéricas e iluministas:

  • Albert Pike , em Morals and Dogma :

    “A Maçonaria não admite homens livres apenas no direito, mas na prática moral. Os bons costumes são a base da fraternidade.”
    (PIKE, Morals and Dogma , 1871)

  • Nicola Aslan , mestre da Maçonaria Esotérica Romênia:

    “Os bons costumes são o véu que separa o profano do sagrado. Quem os pratica está em constante processo de regeneração.”
    (La Franc-Maçonnerie ésotérique et les Rose-Croix , 1937)

  • Manly P. Hall , em The Secret Teachings of All Ages :

    “Os bons costumes são a pedra angular da Grande Obra. Sem eles, a Maçonaria seria apenas uma sociedade de aparências.”

  • Rizzardo da Camino , em Simbolismo Maçônico :

    “A pessoa de bons costumes não é aquela que se adapta às convenções, mas que vive em harmonia com sua própria consciência.”

Essas reflexões indicam que os bons costumes são universais na Maçonaria , mas adaptáveis aos contextos culturais da época.

4. Opiniões Contrárias

Apesar do amplo reconhecimento simbólico, alguns autores questionam a rigidez ou subjetividade do conceito:

  • Raymundo D’Elia Júnior , historiador crítico:

    “Os bons costumes podem ser usados como instrumento de exclusão, especialmente quando interpretados de forma moralista ou dogmática.”
    (Raízes Míticas da Maçonaria , 2003)

  • Frederico G. Costa , em análise crítica:

    “A noção de bons costumes é relativa. O que é considerado virtuoso em uma cultura pode ser visto como ultrapassado em outra.”

Essas vozes destacam a importância de vincular os bons costumes à intenção , não à aparência ou julgamento social.

5. Doutrina Mais Aceita

A corrente majoritária no meio maçônico tradicional sustenta que bons costumes são:

  • Prática de virtudes universais : honestidade, humildade, respeito ao próximo;
  • Rejeição à imoralidade : palavras e atos que prejudicam a fraternidade ou a ordem da Loja;
  • Compromisso contínuo : não apenas no ingresso, mas ao longo de toda a jornada maçônica.

Albert Pike resume assim:

“A Maçonaria não é para os perfeitos, mas para os que buscam a perfeição. Os bons costumes são o primeiro passo nessa jornada.”
(PIKE, Morals and Dogma )

Rizzardo da Camino complementa:

“Ser de bons costumes é viver em consonância com a Lei Moral Universal. É o equilíbrio entre tradição e progresso.”

A doutrina enfatiza que os bons costumes não são regras rígidas, mas diretrizes éticas para guiar o obreiro na Arte Real de Construir.

6. Os Bons Costumes e a Moral Maçônica

Na Maçonaria Simbólica, os bons costumes são vistos como expressão da virtude , não como conformidade passiva. Eles envolvem:

  • Autodisciplina : controle dos impulsos inferiores e das paixões;
  • Respeito mútuo : rejeição à linguagem injuriosa e aos atos que ferem a dignidade alheia;
  • Servir ao bem comum : ações que promovem a harmonia e a justiça social.

Joaquim Gervasio de Figueiredo observa:

“Os bons costumes não são uma máscara; são a face visível da Virtude. O verdadeiro maçom pratica a ética em sua plenitude.”

José Ronaldo Viega Alves , mestre em ciências maçônicas, defende:

“A Maçonaria não julga o passado, mas exige o presente e o futuro em bons costumes. A transformação é o caminho.”

7. Conclusão: Entre a Tradição e a Renovação, a Virtude Progride

Na Maçonaria Simbólica , os bons costumes não são um fardo, mas um convite à autotransformação . Eles ensinam ao maçom que:

Como diz Nicola Aslan :

“Os bons costumes são o fio que tecem a unidade entre o indivíduo e a humanidade. Eles são a assinatura da alma iluminada.”

E Rizzardo da Camino conclui:

“O verdadeiro maçom não precisa de rótulos; seus atos revelam sua qualidade de ser ‘livre e de bons costumes’.”

Assim, os bons costumes permanecem como símbolo da jornada maçônica , lembrando que, na Arte Real de Construir, a pedra angular é a Virtude , e não a aparência.

Ivair Ximenes Lopes

Referências Bibliográficas

  • PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston: Forgotten Books, 1871.
  • ASLAN, Nicola. La Franc-Maçonnerie ésotérique et les Rose-Croix . Paris: Éditions Traditionnelles, 1937.
  • FIGUEIREDO, Joaquim Gervasio de. Maçonaria Simbólica – Fundamentos e Princípios . São Paulo: Madras, 2012.
  • CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . São Paulo: Madras, 2014.
  • GONÇALVES, Carlos Alberto. Maçonaria e Religião . São Paulo: Pensamento, 2004.
  • ALVES, José Ronaldo Viega. Introdução à Maçonaria Simbólica . Belo Horizonte: Editora Universitária, 2010.
  • HALL, Manly P. The Secret Teachings of All Ages . Nova Iorque: TarcherPerigee, 1928.

Por: Ivair Ximenes Lopes
Publicado em: [Data]
Blog: MSMACOM – Maçonaria Simbólica, Cultura e Objetividade

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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