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O Grande Oriente Caxias

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O Grande Oriente Caxias

Em 20 de março de 1847, com as Lojas fiéis ao Supremo Conselho legítimo, o Irmão Conde de Caxias, José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, numa sessão memorável, abandonou a sede da rua do Conde, no Rio de Janeiro, onde funcionava, o Grande Oriente Brasileiro, declarando-se independente, sendo empossado no cargo de Soberano Grande Comendador do Mui Poderoso Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito do Grande Oriente Brasileiro, titulo adquirido na União de 1842 e que o Grande Oriente do Passeio, ao fundar o seu Supremo Conselho irregular, não declarara extinto.

Dois dias depois, a fim de poder organizar o Grande Oriente; que serviria de base ao Supremo Conselho, pediu licença do Comando das Armas da Corte, a ele só voltando em 11 de maio.

Este Grande Oriente, denominado Grande Oriente Caxias, foi composto primeiro com as Lojas “23 de Julho” e “2 de Dezembro”, as quais se juntaram, logo depois, a “União Escocesa”, a “24 de Junho – São Gabriel” e a “Triunfo do Brasil”.

Naturalmente, Caxias não era homem para viver num ambiente de dualidade maçônica, com dois poderes, dirigindo uma comunidade de homens irmanados nos mesmos princípios de liberdade, de igualdade e de fraternidade. Assim, aproveitou a primeira oportunidade que vislumbrou para ver se conseguia fazer uma fusão com a potência maçônica mais forte daquela época, então incontestavelmente o Grande Oriente do Brasil, na ocasião dirigido pelo Tenente-Coronel, Irmão Antonio Francisco de Paula Holanda Cavalcante Visconde de Albuquerque, cuja administração já demonstrava nítido cansaço, depois de continuamente reeleito desde 1837.

Em 17 de julho de 1849, Caxias encarregou seu amigo particular, o Conselheiro, Irmão João Fernandes Tavares, futuro Visconde de Ponte Ferreira, ex-médico assistente de Dom Pedro I, de tratar com o Senador, Irmão Araújo Viana, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico e futuro Marquês de Sapucaí, da fusão dos dois poderes maçônicos brasileiros.

Documento nesse sentido encontra-se na Biblioteca Museu do Grande Oriente do Brasil e está assinado pelo Conde de Caxias e pelo Secretário do Sacro Império, Irmão Antonio José de Araújo.

Somente em 1852 é que se constatou a fusão entre o Grande Oriente de Caxias e o Grande Oriente do Brasil; afirmando o ex Grão Mestre, irmão Álvaro Palmeira, na 16ª aula do Seminário Maçônico de 1966/67:”… O Irmão Caxias ao fundir o seu Grande Oriente com o Grande Oriente do Brasil foi recebido em sessão solene, presidida pelo Maçom Marquês de Abrantes, lhe sendo concedido o titulo de Grão Mestre Honorário da Ordem, com todos os privilégios do cargo, e que por isso é considerado cronologicamente o 6º. Grão Mestre do Oriente do Brasil.

Até sua morte, em 1880, Caxias foi o representante do Supremo Conselho da Inglaterra perante o Grande Oriente do Brasil, cargo denominado “Garante de Amizade”, função altamente nobre, pois representava a Maçonaria Unida da Inglaterra, Irlanda, Escócia, França, Boston (Norte) e Charleston (Sul) dos Estados Unidos da América, os mais expressivos poderes maçônicos internacionais.

As letras B e J na Bandeira

Embora nunca se prevalecendo da condição de Maçom e ainda de “brasileiro de nascimento”, numa época em que a maioria dos Maçons era portuguesa, o fato é que, na qualidade de adepto da “Arte Real”, aliado às suas qualidades de exímio militar, sempre teve Caxias o seu nome escolhido para muitas e difíceis empreitadas, da mesma forma que teve facilitada sua ação em muitos movimentos. O tenente-Coronel Irmão Holanda Cavalcanti, Visconde de Albuquerque, Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil que sucedeu ao Conselheiro, Irmão José Clemente Pereira no Ministério da Guerra, soube confiar em Caxias para acabar com a rebelião na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. E dentre os Maçons que lideravam a Revolução farroupilha, merece atenção especial o Irmão General Bento Gonçalves da Silva, Venerável da Loja “Philantropia e Liberdade”, de Porto Alegre, e ainda o Irmão General Manoel Luiz Osório (Marquês de HervaI), iniciado na Loja “União Geral”, da cidade do Rio Grande, hoje Loja “União Constante”. O movimento nasceu dentro das Lojas gaúchas, tendo sido colocadas na Bandeira Farroupilha as duas colunas maçônicas com as letras J e B, e o “Manifesto da paz” de 28/02/1845 é bem o ideal maçônico pregado pelos Irmãos Caxias e Bento Gonçalves.

A prisão do Irmão Padre Feijó.

Da mesma forma, os Documentos autênticos existentes no Arquivo Nacional desmentem a “prisão” que Caxias teria feito ao Irmão Padre Feijó (Maçom Grau 33), em Sorocaba.

Esses Documentos provam ter sido o Barão de Monte Alegre, Presidente da Província, que em Oficio de 22/06/1842 ordenara a remoção do Irmão, Padre Feijó, para o Rio de Janeiro, mas que este se locomoveu livremente de Sorocaba para São Paulo, onde”… ainda tinha de tratar de negócios… “, não sem antes pedir a confirmação desta Ordem ao Irmão Barão de Caxias, então em ltu. E este, por sua vez” ” … o destacou oficial mais graduado…” de que dispunha, ou seja, o Coronel José Leite Pacheco, para acompanhar e proteger o Irmão Feijó em sua viagem ao Rio. O Irmão Feijó foi depois direto de São Paulo ao Rio a bordo do Vapor” Amélia”, mas no Rio não permitiram o seu desembarque, sendo antes exilado para o Espírito Santo por alguns meses. E o velho Irmão Feijó mais tarde confirmou este trato digno que recebera de seu Irmão Caxias, dizendo textualmente: ” … É o primeiro Oficial do nosso Exército e sua honra e probidade estão provadas; é Humano, Justo e Generoso…”.

Muito mais se poderia dizer ou escrever sobre Caxias, pois sua vida como homem, como militar, como político ou como Maçom sempre esteve cercada de uma atmosfera capaz de projetá-lo para a posteridade como a grandeza imóvel dos monumentos de mármore.

Resumo biográfico do militar e do político.

O Irmão Luiz Alves de Lima e Silva nasceu em 25 de agosto de 1803, na então Vila da Estrela, na Fazenda São Paulo, hoje pertencente ao Município Duque de Caxias, onde, em 28 de março de 1972, foi inaugurado um Museu ao Patrono do Exército. Como noticiou o jornal “O Globo” em edição do dia seguinte, reportando-se à inauguração do Museu. “lá encontramos até armas com signos maçônicos”.

Dalson L. R. De Benedetti – M .’.I.’.

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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