Alexandre François Auguste de Grasse-Tilly
Ao longo dos meus estudos sobre a história da Maçonaria, poucas figuras me fascinaram tanto quanto o Conde de Grasse-Tilly.
Não se trata de um herói de batalhas navais — embora seu pai o fosse —, mas de um homem que, com uma patente numa mão e um ideal no coração, teceu a teia que levaria o Rito Escocês Antigo e Aceito da América para a Europa, espalhando-o por todo o mundo.
Os "Onze Cavalheiros de Charleston" foram um grupo de onze maçons que se reuniram em 31 de maio de 1801 na cidade de Charleston, Carolina do Sul, para fundar o primeiro Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) do mundo, que se tornaria o "Supremo Conselho Mãe do Mundo".
Os membros deste grupo histórico são: Abraham Alexander, Isaac Auld, Thomas Bartholomew Bowen, Frederick Dalcho, Jean-Baptiste Marie Delahogue, Emanuel De La Motta, Israel de Lieben, Moses Clava Levy, James Moultrie, John Mitchell e Auguste de Grasse-Tilly. Este evento marcou a criação formal do REAA como um sistema de 33 graus e estabeleceu a Jurisdição Sul dos Estados Unidos.
A sua vida, marcada por revoluções, exílios e uma dedicação incansável à Ordem, é um testemunho de que a verdadeira grandeza não se mede apenas pelas conquistas militares, mas pela capacidade de construir pontes entre continentes e de perpetuar uma tradição que, até hoje, ilumina a humanidade.
Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória, a obra e as curiosidades desse que é, justamente, o grande arquiteto da expansão do Rito Escocês na Europa.

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