Explicando o Bode
Dentro da Maçonaria, muitos já ouviram o termo “bode” sendo associado à nossa fraternidade, mas poucos sabem realmente de onde vem essa curiosa alcunha. A lenda remonta ao ano de 1808 e envolve uma intrigante combinação de história, tradição e perseguição política.
Para entender a origem deste apelido, precisamos voltar muito no tempo, especificamente ao início da era cristã. Por volta do século III d.C., vários Apóstolos foram enviados ao mundo para espalhar o cristianismo. Ao chegarem à Palestina, alguns deles se depararam com um costume inusitado entre os judeus locais: era comum ver um homem falando ao ouvido de um bode. Curiosos, os Apóstolos tentaram descobrir o motivo daquele monólogo peculiar, mas não foi fácil obter respostas. A maioria dos habitantes não oferecia explicações, o que só aumentava o mistério.
Essa prática teria influenciado a criação do confessionário cristão, introduzido pela Igreja cerca de 36 anos depois, garantindo que os pecados dos fiéis pudessem ser ouvidos e mantidos em segredo por um padre, sob voto de silêncio. Embora a história não deixe claro se Paulo levou essa ideia diretamente à Igreja, o fato é que a prática de confessar e aliviar a consciência se espalhou, beneficiando a humanidade.
Essa associação entre os maçons clandestinos e o simbolismo do “bode” como guardião dos segredos acabou se enraizando na cultura maçônica, tornando-se um apelido popular. O “bode”, assim, passou a representar a capacidade dos maçons de manter suas reuniões e discussões sigilosas, mesmo em tempos de adversidade.
Hoje, o termo “bode” é usado de forma afetuosa e até bem-humorada dentro da Maçonaria, mas sua origem carrega uma forte carga simbólica de resistência, fraternidade e a importância do segredo. O “bode” nos lembra de como os maçons, ao longo da história, se mantiveram firmes em seus princípios, mesmo quando enfrentaram grandes desafios.
Curiosidades como essa mostram que a Maçonaria, além de seus ensinamentos profundos e filosóficos, também é rica em lendas e tradições que nos conectam a um passado de coragem e dedicação. Cada símbolo e cada história têm um significado que reforça os valores que cultivamos até os dias de hoje.
Petricelli MஃIஃ

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











