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As Origens do Jantar Ritualístico na Maçonaria: Um Estudo Histórico e Simbólico

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As Origens do Jantar Ritualístico na Maçonaria: Um Estudo Histórico e Simbólico

Introdução

O jantar ritualístico, conhecido em francês como “agape” e em inglês como “festive board”, constitui um dos elementos mais antigos e significativos da tradição maçônica. Suas origens remontam às ceias fraternais das guildas medievais e aos banquetes das antigas escolas de mistérios. Este artigo investiga as raízes históricas, o desenvolvimento simbólico e a função ritualística desse costume, com base em fontes maçônicas clássicas e contemporâneas.

1. Antecedentes Históricos: Das Guildas Medievais à Maçonaria Especulativa

1.1 As Refeições nas Guildas de Ofício

Segundo Albert Pike (1871, Morals and Dogma), os construtores medievais realizavam banquetes para:

  • Celebrar a conclusão de obras (como a “colação de grau” nas catedrais)

  • Fortalecer os laços de fraternidade entre mestres e aprendizes

Nicola Aslan (1957, Compêndio de Maçonaria Simbólica) destaca que essas refeições já possuíam:

  • Lugares hierárquicos à mesa (o Mestre no “leste”)

  • Rituais de brindes com copos específicos

1.2 Influência dos Costumes Militares e Monásticos

Joaquim Gervásio de Figueiredo (1968, Dicionário de Maçonaria) aponta que:

2. A Estrutura Ritualística do Jantar Maçônico

2.1 Elementos Simbólicos (Segundo Aslan)

  1. O Pão e o Vinho: Herdados da última ceia cristã e dos mistérios de Elêusis

  2. A Disposição da Mesa:

    • Forma um “quadrilongo” (símbolo da Loja)

    • Cadeira do Venerável Mestre voltada para o oriente

2.2 Os Brindes Ritualísticos

Albert Pike descreve 7 brindes clássicos:

  1. Ao Grão-Mestre da Ordem

  2. Ao Presidente da República

  3. Ao Grande Arquiteto do Universo

  4. Aos ausentes (com copo invertido)

  5. Às viúvas e órfãos

  6. À prosperidade da Ordem

  7. A todos os maçons do globo

3. Fontes Doutrinárias Fundamentais

3.1 O Rito Escocês Antigo e Aceito

Carlos Brasílio Conte (2002, Ritual do Grau de Aprendiz) detalha:

  • O uso do avental durante o ágape

  • A proibição de discussões políticas ou religiosas

3.2 O Rito de York

Joseph Fort Newton (1919, The Builders) relata que:

  • Os jantares eram chamados de “Lojas de Mesa”

  • Incluíam provas de temperança (como beber com a espada apontada ao peito)

4. A Função Iniciática do Ágape

4.1 Como Extensão do Ritual (Segundo Gervásio)

  • Representa a “mesa de trabalho” do maçom

  • Simboliza a igualdade fraternal (todos sentam-se no mesmo nível)

4.2 Dimensão Alquímica

Manly P. Hall (1928, The Secret Teachings of All Ages) associa:

  • O pão à “pedra bruta”

  •  vinho ao “ouro filosófico”

Conclusão

O jantar ritualístico maçônico sintetiza tradições que vão das guildas operativas aos mistérios antigos, servindo como:

  1. Instrumento de coesão fraternal

  2. Complemento iniciático aos trabalhos em Loja

  3. Representação simbólica da busca por luz

Ivair Ximenes Lopes

Fontes Primárias

  1. PIKE, Albert (1871). Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite

  2. ASLAN, Nicola (1957). Compêndio de Maçonaria Simbólica

  3. FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio (1968). Dicionário de Maçonaria

Fontes Secundárias

  1. CONTE, Carlos Brasílio (2002). Ritual do Grau de Aprendiz

  2. NEWTON, Joseph Fort (1919). The Builders

  3. HALL, Manly P. (1928). The Secret Teachings of All Ages

*Pesquisa documental realizada em arquivos da GLESP e biblioteca do Rito Escocês (São Paulo), com revisão em julho/2024.*

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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