Os Altares na Maçonaria: Centros de Energia e Simbolismo Ritualístico
“O altar não é simples mobília, mas o coração pulsante do templo maçônico” (Rizzardo da Camino)
Introdução
Na arquitetura sagrada da Maçonaria, os altares ocupam posição central tanto no plano físico quanto no simbólico.
Mais que meros suportes para objetos ritualísticos, representam pontos de conexão entre o terreno e o transcendente. Este artigo examina profundamente os altares maçônicos, explorando sua disposição, simbolismo e função nos ritos, com base nas obras de Rizzardo da Camino e dos principais doutrinadores maçônicos.
1. Tipologia dos Altares Maçônicos
A Maçonaria tradicional trabalha com três altares principais:
Localizado no centro do templo
Sobre ele repousam o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso
Segundo Arthur Edward Waite: “É onde o profano morre e renasce como iniciado”
Altar das Oferendas:
Encontrado em ritos específicos
Destinado a símbolos de fraternidade (pão, vinho e sal)
Como registra Carlos Brasílio Conte: “Simboliza a partilha fraternal”
2. Simbolismo Arquitetônico
Os altares maçônicos seguem princípios geométricos precisos:
Forma cúbica: Representa a pedra bruta a ser trabalhada
Materiais: Madeira de acácia (imortalidade) ou mármore (pureza)
Orientação: Alinhados com os pontos cardeais
Joseph Fort Newton observa:
“A construção do altar obedece aos mesmos princípios que orientaram Hiram na edificação do Templo”
3. Função Ritualística
Nos trabalhos maçônicos, os altares servem como:
Local de juramentos (iniciações e elevações)
Ponto focal para meditação
Sustentáculo dos instrumentos de trabalho
Centro de convergência energética
Alberto Mansur destaca:
“Nenhum ato ritualístico importante prescinde do altar como testemunha”
4. Histórico e Evolução
A tradição dos altares remonta a:
Antigos mistérios egípcios (altares de Ísis e Osíris)
Curiosidade histórica:
No Rito de York original, os candidatos eram conduzidos sete vezes ao redor do altar antes da iniciação – prática que remonta aos mistérios eleusinos.
5. Os Altares e a Jornada Iniciática
Cada grau possui relação específica com os altares:
Companheiro: Reconhece o altar como centro de instrução
Mestre: Compreende o altar como símbolo da eternidade
Como ensina Herculano Pires:
“O altar maçônico é escola, tribunal e santuário”
6. Fundamentos Filosóficos
A concepção dos altares maçônicos dialoga com:
Aristóteles: Conceito de “causa final” na disposição ritual
Pitágoras: Relações matemáticas nas proporções
Conclusão
Os altares na Maçonaria constituem muito mais que elementos decorativos – são pontos de encontro entre o humano e o divino, entre o transitório e o eterno. Como sintetiza Rizzardo da Camino:
“No altar, o maçom deposita seus votos e colhe inspiração para continuar sua obra”
Nas palavras imortais de Ruy Barbosa:
“O altar maçônico é onde a vontade do homem se encontra com a lei do eterno”
Fontes e Referências:
Rizzardo da Camino, “Breviário Maçônico”
Arthur Edward Waite, “A New Encyclopedia of Freemasonry”
Manly P. Hall, “The Secret Teachings of All Ages”
Joseph Fort Newton, “The Builders”
Carlos Brasílio Conte, “Manual do Aprendiz Maçom”
Alberto Mansur, “Ritualística e Simbolismo
Ivair Ximenes Lopes

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











