As Jóias e sua Interpretação
do Venerável Mestre – é um Esquadro.
O Esquadro significa que devemos regular nossa conduta e nossas ações pêlos ditames maçônicos, corrigindo-nos e procurando harmonizar-se nesta vida, para nos tornarmos dignos do Ser Supremo, de cujo poder tudo emenda e a quem devemos estritas contas de nossas ações, palavras e pensamentos.
Pôr essa razão, isto é, pôr ter o Esquadro como jóia, é ao Venerável Mestre quem incumbe de “iluminar a Loja com a Sabedoria e Reto Discernimento que simbolicamente representa, dirigindo construtivamente suas atividades.”
DO PRIMEIRO VIGILANTE – É o Nível.
O Nível ensina-nos que todos somos da mesma origem, ramos de um só tronco e participante da mesma essência. Porque, se é necessário que existam distinções entre os humanos, para restabelecer a devida subordinação no mérito de cada um não há posição mais elevada, que possa fazer esquecer ao maçom que somos todos Irmãos, e que aquele que se acha colocado em baixo no último raio da roda da fortuna, se é virtuoso, é tão merecedor do nosso respeito e carinho como aquele que se acha colocado bem alto nessa mesma roda.
Deve chegar o momento (e o mais sábio, não sabe quando) em que desaparecerão essas distinções do mundo e em que, a morte, essa grande e inevitável niveladora de todas as efêmeras grandezas humanas reduzirá todos ao mesmo estado, permanecendo somente na memória dos que ficam, os atos de Virtude.
O Primeiro Vigilante deve manifestar discernimento, objetividade e força nas decisões, cooperando com o Venerável Mestre na Ordem dos Trabalhos, sua pontualidade e perfeito desenvolvimento.
DO 2º VIGILANTE – é o Prumo.
O Prumo que, como a escada de Jacó, forma o traço de União entre o Céu e a Terra, é o critério de retidão moral e da Verdade, ensinando-nos a marchar com firmeza e direitos ao Ser Supremo não nos desviando da estrada da virtude, não nos deixando dominar pela avareza injustiça, perversidade e inveja, devendo conduzir o barco da vida com a mão no leme, não abandonando nunca a bússola que o guiará aos mais altos graus de perfeição a que a criatura humana pode aspirar, porque, assim como o obreiro maçom levanta a Coluna pelo Nível e pelo Prumo do mesmo modo deve conduzir-se na vida de relação, terão sempre às suas vistas a Balança da Justiça, pesando nela as suas próprias ações, tendo diante de si, sempre, a Eternidade com o olhar fixo no Esquadro , no Nível e no Prumo, símbolos de moralidade, igualdade e retidão.
O segundo vigilante deve faz-se o exposto de Harmonia, cuidando de que todos se mantenham em um nível de perfeita equidade e compreensão, resolvendo assim suas dificuldades.
PONTO – O PAVIMENTO DE MOSAICO
Vemos no centro do Templo um quadrilongo composto de mosaicos pretos e brancos.
Este pavimento é um formoso emblema da multiplicidade gerada pela qualidade. Constituídos pêlos pares de opostos que freqüentemente encontramos um perto do outro: tais com: o dia e a noite: as trevas e a luz: o sono e a vigília: a dor e o prazer: as honras e as calúnias: o êxito e a desilusão: a sorte e a desgraça e tantas outras.
Sobre estes opostos que se encontram sobre todos nossos caminhos e em todas as etapas de nossa existência, o iniciado que provou a Taça da Amargura deve marchar com ânimo sereno e equilibrado, sem deixar se arrebatar pelas condições favoráveis nem deixar se deprimir pelas aparências desfavoráveis.
Acima desta visão dualística da vida formada pôr pares de opostos, se levanta o ARA ou Altar (etimologicamente altura ou elevação) símbolo da elevação de nossos pensamentos, pôr intermédio da qual percebemos a realidade transcendente que se esconde sob a aparência contraditória chegamos a conhecer a palavra, ou seja a Verdade que é propósito intimamente benéfico de toda experiência, sempre entendida para nosso progresso.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











